Funcionários que trabalhavam em Centro da Covid-19 estão com salários atrasados

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Um impasse entre a Prefeitura de Penápolis e a OSS (Organização Social de Saúde) Associação Hospitalar Beneficente do Brasil, que gerenciava o Centro contra a Covid-19 do município deixou cerca de 63 funcionários, entre médicos e auxiliares de limpeza, sem receberem o salário de janeiro. Na manhã dessa sexta-feira (12), o prefeito Caique Rossi (PSD) recebeu alguns dos trabalhadores, mas o encontro terminou sem data para o pagamento.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que há uma semana os serviços no Centro Covid-19 foram encerrados. Desde então, os atendimentos para os infectados ocorrem na Santa Casa de Penápolis. Segundo o prefeito, a decisão de encerrar os atendimentos por lá ocorre para que os atendimentos sejam todos centralizados e para que haja economia de recursos públicos.

Mas, os funcionários que lá trabalhavam estão sem receber os salários de janeiro. Em entrevista à reportagem, uma auxiliar de farmácia contou que são desencontros de informações e nenhuma notícia concreta para o depósito.

“Estamos sem o salário, sem o nosso vale-refeição e até agora ninguém fala de nos pagar. Falamos com a AHBB, que nos mandou procurar a Prefeitura. Procuramos o prefeito, que disse para procurarmos a OSS. Todos jogam um para o outro e enquanto isso estamos sem receber nosso salário”.

Já um recepcionista está desempregado desde que o Centro da Covid foi fechado. Sem o salário de janeiro, as contas se acumulam. “As nossas contas estão vencendo e não temos dinheiro para pagar diante dessa situação. É revoltante, porque prestamos o nosso serviço corretamente, estávamos na linha de frente de combate ao coronavírus”, lembrou.

IRREGULARIDADES

O prefeito Caique Rossi disse que não fez o repasse à AHBB depois que uma comissão encontrou irregularidades no plano de trabalho do Centro da Covid. Ou seja, a folha de pagamento que está registrada é de cerca de R$ 150 mil. Mas, ao realizar contabilidade interna, o valor real da despesa é de R$ 90 mil. “Tinha funcionário registrado para ganhar R$ 8 mil, mas o valor repassado foi de R$ 47 mil”, disse o prefeito.

Diante dessa situação, a Prefeitura entrou com solicitação junto à Procuradoria do Trabalho para que pedir autorização para o repasse. “Diante dessas irregularidades, eu não posso fazer o pagamento senão poderei ser responsabilizado. Assim que a Procuradoria der um parecer favorável nós iremos depositar o dinheiro no ato”, concluiu Caique.

POSICIONAMENTO

Por meio de uma nota, a AHBB informou que está trabalhando, juntamente com o Executivo, para encontrar uma solução e realizar o pagamento o mais breve possível. “O Executivo, até o presente momento, não realizou nenhum repasse referente a janeiro. A elaboração do contrato, determinação dos valores, justificativas de prorrogação, publicidade e publicação dos atos e estudos técnicos referentes ao contrato são atos exclusivos da Prefeitura”. Por fim, a OSS agradeceu o comprometimento de todos os funcionários que trabalharam diretamente no combate ao coronavírus.


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