Energia fotovoltaica cada vez mais forte no campo

Compartilhe esta notícia!

 

*Francis Polo

Presente em 93% dos 5,7 mil municípios do Brasil, com investimentos que superam R$ 30 bilhões e 180 mil empregos gerados desde 2012, a energia solar fotovoltaica avança na área urbana e também no campo. O mais recente levantamento da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) mostra que a geração própria de energia solar alcançou a marca de 6 gigawatts de potência no Brasil, uma marca histórica e que equivale a 40% da potência da usina de Itaipu, a maior hidrelétrica nacional.

Há de se ressaltar o crescimento do número de sistemas solares na área rural, que proporciona redução de custos e aumento de produtividade. De acordo com a Absolar, os produtores rurais respondem por 13,2% da potência instalada de energia solar no país, atrás apenas dos consumidores residenciais (40,7%), comércio e serviços (36,6%). Quando o assunto é o número de estruturas instaladas, o campo responde por 7% do total, também vindo depois de consumidores residenciais (75,2%), empresas de comércio e serviços (15,2%).

O destaque se explica, pois segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em 2020 o agronegócio brasileiro alcançou participação de 26,6% no PIB (Produto Interno Bruto do Brasil), contra 20,5% em 2019. Tanto a cadeia produtiva da agricultura (24,2%) quanto a da pecuária (24,56%) tiveram expansão expressiva em 2020.

É inequívoca a importância do agro para a economia brasileira, e o investimento na fonte energética fotovoltaica por parte do setor proporciona mais competitividade a ele. Sendo utilizada em sistemas de irrigação, cercas elétricas, equipamentos, etc., a principal vantagem dessa fonte sobre as tradicionais, hidrelétrica e motores a diesel é a economia de até 95% na conta de luz. Além disso, por meio do sistema de geração de créditos energéticos, o produtor ou empresa rural pode usar o excedente de energia gerada e não consumida para abater o consumo do seu escritório na cidade, por exemplo.

Ainda há muito espaço para ser conquistado pelo setor fotovoltaico no campo e trata-se de um movimento sem volta, mas o ritmo é lento, o que não é razoável haja vista os benefícios descritos, além de linhas específicas de financiamento oferecidas ao setor. De forma geral, dos mais de 87 milhões de consumidores de energia elétrica no Brasil, menos de 0,7% fazem o uso da fonte fotovoltaica. Complementar ao agronegócio, ela tem muito a proporcionar aos produtores rurais e consequentemente ao desenvolvimento do Brasil.

*Francis Polo é empresário do setor fotovoltaico


Compartilhe esta notícia!

Veja também

Devido ao frio, secretaria vai vacinar pessoas com 29 anos ou mais no Ginásio “Cacilda Acre Rocha”

Compartilhe esta notícia!DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS Três Lagoas recebeu do Ministério da Saúde, por …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *