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    Home»Cidades»Depois de rebeliões, presos de unidade em Valparaíso são transferidos
    Cidades

    Depois de rebeliões, presos de unidade em Valparaíso são transferidos

    By jornalistacrispim19 de março de 2020Nenhum comentário3 Mins Read
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    Após uma semana tensa em diversas penitenciárias do estado de São Paulo, a Polícia Militar da região de Araçatuba realizou na manhã dessa quinta-feira (19) uma operação para revistar as dependências do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Valparaíso e transferir cerca de 200 detentos da unidade.

    Os trabalhos começaram nas primeiras horas do dia. De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, equipes da Força Tática, Canil, Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas), policiais de Guararapes e Valparaíso, além do helicóptero Águia foram empenhados na ação coordenada conjuntamente com a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária).

    Enquanto os PMs fizeram a segurança do lado externo da unidade prisional, agentes do GIR (Grupo de Intervenção Rápida) realizaram a revista interna, em busca de algum objeto ilícito, e separaram os presos para a transferência em dois ônibus.

    A operação durou a manhã toda e foi considerada de sucesso pela PM. Os detentos foram transferidos para outras unidades do noroeste e do oeste paulista, como Lavínia, Junqueirópolis, Irapuru e Flórida Paulista.

    REBELIÃO

    A operação ocorreu após um princípio de rebelião no CPP de Valparaíso na noite da última segunda-feira (16). Por conta do cancelamento da saída temporária pelo avanço do coronavírus, penitenciárias da região, além do litoral e mais próximas da capital, registraram rebeliões.

    Em Valparaíso, dois detentos fugiram pulando o alambrado. Houve princípio de confusão, mas a situação foi rapidamente controlada. Alguns danos também foram registrados, principalmente com o arrombamento de portas e cadeados. Até agora, os fugitivos não foram encontrados.

    Já no anexo do regime semiaberto da Penitenciária Nestor Canoa, em Mirandópolis, a situação foi ainda mais tensa. Cerca de 900 presos se rebelaram, atearam fogo em colchões e móveis das celas e iniciaram o motim.

    O GIR foi acionado, assim como policiais militares de toda a região, inclusive do Baep (Batalhão de Ações Especiais) de Presidente Prudente. A situação foi controlada sem o registro de fugas. Mas, muitas celas foram danificadas pelos incêndios e 12 horas depois da rebelião, 194 detentos tiveram que ser transferidos para o regime fechado das penitenciárias de Andradina e Prudente.

    Durante a ação, 11 presos ficaram feridos com objetos cortantes. Eles foram socorridos até o Hospital Estadual de Mirandópolis, onde receberam atendimento médico. Quatro deles tiveram que ser internados por conta dos ferimentos e um tinha o quadro clínico considerado grave.

    ATUALIZAÇÃO

    A Secretaria da Administração Penitenciária atualizou as informações em relação ao número de presos recapturados dos Centros de Progressão Penitenciária de Mongaguá, Tremembé e Porto Feliz, onde houve evasão e ato de insubordinação devido à suspensão da saída temporária, que ocorreria na última terça-feira (17).
    De acordo com a SAP, todas as unidades abrigam apenas presos em regime semiaberto, detento com a possibilidade de sair para trabalhar ou estudar durante o dia e retornar e que, por lei, tem direito a cinco saídas temporárias por ano.

    “O Grupo de Intervenção Rápida controlou a situação nos presídios de forma imediata. Até 8h desta quinta-feira (19), 720 presos foram recapturados pela Polícia Militar com apoio de agentes de segurança penitenciária”, informou o órgão.

    Para o governo, a medida foi necessária, já que o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o novo coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados.

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