Da Redação – Araçatuba
O Prefeito Lucas Zanatta (PL) se pronunciou sobre o veto ao Projeto de Lei Remédio em Casa, assinado pelos vereadores Luís Boatto (SD) e Ícaro Morales (MDB) e que foi aprovado pela Câmara Municipal no dia 30 de março. O veto do Prefeito foi analisado na sessão desta segunda (1) pelos parlamentares.
De acordo com o Chefe do Executivo, a Prefeitura já realiza a entrega de remédios em domicílio para 660 famílias, sendo que 80% das Unidades Básicas de Saúde possuem este serviço para os cidadãos.
Além disso, Zanatta destacou o contato dos agentes de saúde com as famílias, fazendo com que a entrega de medicamentos seja também uma forma de atendimento e atenção para este público.
“Em Araçatuba, nós já fazemos essa distribuição junto com os nossos agentes de saúde. 660 famílias de Araçatuba são atendidas por essa distribuição de medicamentos. 80% das nossas UBSs tem essa distribuição para os nossos cidadãos através dos agentes de saúde”, disse. “O mais importante, o agente que leva o medicamento, que tem conexão com o cidadão, que conhece a família e a saúde da família, e leva essas informações para Equipe da Saúde da Família”, seguiu.
De acordo com o Prefeito, caso a lei fosse promulgada pela Prefeitura, todo o esquema de entrega de medicamentos teria que ser refeito com a contratação de entregadores, o que causaria maiores custos, já que a prefeitura já paga os agentes de saúde, além de ocasionar uma perda de conexão entre as equipes de saúde e os moradores.
“44 desses agentes de saúde são hoje custeados pela Prefeitura de Araçatuba justamente para poder ter o maior atendimento possível à necessidade dos nossos cidadãos, perder essa conexão seria um grande prejuízo”, afirmou. “Se nós fizemos conforme o projeto de lei, a perda seria não só na qualidade do agente de saúde junto com a família, como também financeira, porque teríamos que contratar entregadores, então teria um custo financeiro maior e uma perda enorme na qualidade, na conexão do cidadão com a Equipe de Saúde da Família”, seguiu.
Lucas Zanatta também destacou que uma questão jurídica impede a execução do projeto e destacou que a cidade continuará trabalhando para aperfeiçoar os serviços de saúde.
“Há também uma questão jurídica referente ao orçamento. Por essas razões, nós vetamos o projeto de lei, porque nós temos certeza que esse é o melhor para o nosso cidadão. Nós vamos continuar trabalhando para aperfeiçoar esse atendimento, mas pode ter certeza, através do agente de saúde, essa é a melhor conexão da Saúde da Família com o cidadão araçatubense”, afirmou.
Justificativa
Além do Prefeito, a Secretária de Saúde Lucila Bistaffa, já havia divulgado um vídeo nas redes sociais no dia 14 de maio, explicando o veto ao projeto.
Segundo as informações passadas no vídeo, a entrega de medicamentos em Araçatuba já é feita para pacientes acamados e domiciliados.
De acordo com uma enfermeira da Zatti Saúde e uma servidora de uma UBS mostrada nas imagens, é feita a separação dos medicamentos pela equipe da farmácia e os agentes de saúde partem para realizar a entrega em domicílio.
Elas informaram que os agentes de saúde mantem o elo com os pacientes, o que permite que eles façam a entrega e verifiquem se os pacientes estão, de fato, tomando corretamente a medicação, e reportar qualquer intercorrência para a equipe de saúde orientá-lo da melhor forma.
No mesmo dia, foi divulgado um vídeo de uma agente de saúde fazendo a entrega de medicamentos em uma casa.
“Somos perfeitos? Claro que não. Podemos melhorar? Com toda certeza, e é justamente essa busca constante pelo aprimoramento que fortalece o cuidado em saúde pública”, afirmou Lucila Bistaffa na publicação.

