Da Redação – Araçatuba
As exibições do Vôti Véi! Festival Internacional de Cinema Fantástico de Araçatuba começam nesta quinta-feira (20). O evento é voltado a estudantes, profissionais e apaixonados pelo audiovisual, com programação gratuita que segue até domingo (23), no Teatro Castro Alves.
As produções exploram o universo do terror, da fantasia e da ficção científica, em sessões com temáticas como infantil, terror, brasileiro, internacional e produções do interior. A maioria dos filmes é de curta-metragem e conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição e legendas para surdos.
O nome do evento é uma homenagem à famosa expressão regional do interior paulista usada para demonstrar espanto ou surpresa. Ao todo, 407 obras foram inscritas na fase de seleção, e 40 foram escolhidas para compor a grade do festival, com produções de seis países e sete estados brasileiros.
O festival também contempla atividades formativas. No final de semana anterior, o cineasta Rodrigo Aragão ministrou uma oficina de maquiagem para efeitos especiais, com apoio do Sesc. Na terça-feira (18), ocorreu um debate sobre literatura e cinema com os professores Carlos Peters e Roberto Rillo Bíscaro.
O diretor e idealizador do festival é Vitor Meloni. O projeto é realizado com recursos do Fundo Municipal de Apoio à Cultura, por meio de edital, e conta com o apoio da Prefeitura de Araçatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, e do Conselho Municipal de Políticas Culturais.
Programação
A programação começa no dia 20 com uma sessão especial para o público cego, que terá a presença dos atendidos pelo Instituto Santa Luzia. Marcada para as 9h, a sessão, aberta também ao público em geral, exibirá os filmes “Poeira” (dirigido por Mateus Lana), “Samba Infinito” (Leonardo Martinelli), ambos do Rio de Janeiro, e o curta araçatubense “Gorro Vermelho na Lua Cheia” (Vitor Meloni).
A abertura solene será às 19h, com a exibição de “Gorro Vermelho na Lua Cheia” e a apresentação da cópia restaurada de “Suspiria”, clássico do terror italiano de 1977 dirigido por Dario Argento.
Público infantil
Na sexta-feira, a programação começa com duas sessões de classificação livre, voltadas ao público infantojuvenil, às 13h30 e às 15h. Os filmes exibidos serão “Pelo que foi” (Julia Leite, Luís Eduardo Fanzeres, Marcela Lesniczki e Rafael Grieco Sabioni; Rio de Janeiro – RJ); “Noé e o escafandro” (Rodrigo Vulcano e Fernando Galeane; Araraquara – SP); “A Lenda da Serra das Areias” (Thais Oliveira e Larissa Melo; Aparecida de Goiânia – GO); e “Relógio com Defeito” (Rodrigo Vulcano e Lucas Lima; Araraquara – SP).
Vôti Gringa
Ainda na sexta-feira, às 19h, acontece a Mostra Competitiva Vôti Gringa, com curtas-metragens internacionais. Foram selecionados os espanhóis “Lupus” (Alejandro Herrera) e “El síndrome del recomendado” (Juan Carlos Mostaza), o argentino “Watukuy” (Agustín Maria Lagos), o chileno “La pena no duerme de noche” (Martín André e Josefina Montino) e “Barlebas” (Malu Janssen), produzido na Bélgica/Países Baixos.
Vôti Brasil Horror
Os fãs de terror brasileiro terão duas noites dedicadas ao gênero. Às 20h30 da sexta-feira (21), serão exibidos “Limbo” (Sérgio Santos Barroso; Imperatriz – MA); “Favela Amarela” (Nícolas Lobato e Thiago Tuchu; Rio de Janeiro – RJ); “Kakxop pahok: as crianças cegas” (Cassiano Maxakali e Charles Bicalho; Belo Horizonte – MG); e “Balzaquianas” (Ales de Lara, Karen Furbino e Michelle Rodrigues; São Paulo – SP).
No sábado, também às 20h30, a mostra contará com “Erva Daninha” (Fabio Salvador; São Paulo – SP); “Esta Noite Minha Alma Partirá” (Igor Vasco; Francisco Morato – SP); “O Último” (Cassiel Weitzel e Rodrigo Brandão; Juiz de Fora – MG); “Albas” (Carlos G. Gananian; São Paulo – SP); e “Lúmen” (Marcos DeBrito; São Paulo – SP).
Atividade formativa
A programação de sábado começa com uma masterclass na Estação de Cultura e Esportes “Takeshi Ussui” (CEU das Artes), única atividade do final de semana fora do teatro. Marcada para as 10h, a aula terá como tema “A criação da imagem cinematográfica no gênero fantástico”, ministrada pelo cineasta e diretor do festival, Vitor Meloni. O evento terá tradução em Libras, classificação indicativa a partir de 14 anos e inscrições pelo Instagram do festival (@votiveifestival).
Vôti Brasil
O sábado à tarde será dedicado à Mostra Competitiva de produções brasileiras, com sessões também à noite. A primeira sessão começa às 14h com “Cabeça, Ombros, Joelhos e Pés” (Vane Vane; São Paulo – SP); “Aurora” (Alan Mendonça Furtado; Porto Alegre – RS); “Cabeça de Boi” (Lucas Zacarias; Uberaba – MG); e “Ciclo” (Karen Suzane; Contagem – MG).
Às 15h30, serão exibidos “Lomba do Pinheiro” (Iuri Minfroy; Porto Alegre – RS); “O Medo Tá Foda” (Esaú Pereira; Fortaleza – CE); “Saudades é de Quem Fica” (Douglas da Silva Nobre; Fortaleza – CE); e “Poeira” (Mateus Lana; Rio de Janeiro – RJ).
A última sessão dedicada às produções nacionais começa às 19h, com “Sereia do Brava” (Luciano Evangelista; Goiânia – GO); “Samba Infinito” (Leonardo Martinelli; Rio de Janeiro – RJ); e “A Lenda dos Cavaleiros da Água” (Helen Quintans; Campinas – SP).
Cana Quente
A Mostra Competitiva Cana Quente, exclusiva para produções do interior paulista, terá duas sessões na tarde de domingo (23).
Às 14h, serão exibidos “Cogito Ergo Sum” (Guilherme Sai; Jundiaí – SP); “Não desça as escadas” (Gustavo Cardoso; Suzano – SP); “Pupa – Quebrando o casulo” (Beatriz Nascimento Alencar e João Sousa Mata; São Bernardo do Campo – SP); e “A Música de Erich Zann” (Luís Gongra; São Carlos – SP).
Às 15h30, serão exibidos “Maputo” (Lucas Abrahão; Campinas e Itatiba – SP); “Amanhã será violeta” (Érico Luz; Caçapava – SP); “Ybyra Aú – Espírito da Floresta” (Jonny Cansado; São Bernardo do Campo – SP); “O Monstro do Sertão” (Helen Quintans; Campinas – SP); e “Lumina” (Rafael Van Hayden e Valdir Junior; São Bernardo do Campo – SP).
Encerramento
O festival será encerrado no domingo (23), às 19h, com o anúncio dos filmes vencedores das mostras competitivas, definidos por um corpo de jurados convidados. Na ocasião, será exibido o longa-metragem de ficção científica “Ogiva – O mundo não é mais nosso” (Cadu Rosenfeld; Indaiatuba – SP).

