QUANTIDADE - Parlamentares querem saber sobre planos do município para atendimento de pacientes

Vereadores cobram prefeitura por fila de pacientes que aguardam atendimento no SUS

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Com a retomada de atendimentos comuns, como exames e cirurgias eletivas em unidades de saúde e hospitalares, parlamentares da Câmara Municipal de Araçatuba aprovaram na sessão ordinária da última segunda-feira (13) um requerimento questionando a prefeitura de Araçatuba sobre planos para zerar a fila de espera para exames no Sistema Único de Saúde.

 

No requerimento, aprovado por unanimidade pelos vereadores e elaborado pelo vereador Lucas Zanatta (PV), é explanado que a paralisação dos serviços de saúde comuns ocorrida durante alguns meses do ano passado e deste ano, aumentou ainda mais a espera de pacientes que são usuários do SUS. 

 

O principal questionamento é se existe algum plano por parte do executivo municipal para diminuir ou até mesmo acabar com a fila de espera. Também é perguntado no requerimento aprovado se todos os atendimentos já foram retomados pela Santa Casa e se há a quantidade exata de pessoas que estão atualmente na fila de espera.

 

De acordo com as regras para requerimentos, o poder executivo tem até 15 dias para responder aos vereadores. 

 

Nacional

 

Um levantamento divulgado nesta semana pelo Conselho Federal de Medicina revelou o impacto da pandemia em procedimentos que não são de emergência. No ano passado, aproximadamente 27 milhões de consultas e exames médicos não foram realizados, por causa da crise sanitária em todo o Brasil. 

 

Os dados de comparação levaram em consideração o período entre março e dezembro de 2020 com o mesmo período de 2019, quando ainda não havia pandemia.

 

Ao todo, segundo o levantamento, a diferença entre um ano e outro foi de 16.600 exames de diagnóstico e 8,8 milhões de procedimentos clínicos a menos. Também houve queda de 1,2 milhão de pequenas cirurgias e 210 mil transplantes, que também deixaram de ser feitos no período.  

 

Segundo o levantamento, as áreas mais afetadas no período foram as consultas e exames em citopatologia, que são as análises de exames em laboratórios e caíram 51%, e neurologia, com queda de 40%. Procedimentos ligados à cardiologia, oftalmologia e medicina clínica também tiveram quedas percentuais significativas. 

 

Considerados os números absolutos, os procedimentos que tiveram mais impacto foram os da área de oftalmologia.  Foram realizados 6,2 milhões de procedimentos oftalmológicos a menos entre março e dezembro de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019. Também merecem destaque, nesse aspecto, os 5,3 milhões de radiologias e diagnóstico de imagem e os 2,5 milhões de radioterapias a menos.  

 

Já no ano de 2021, nos meses do primeiro semestre, entre janeiro e julho, foram realizados 50 milhões de procedimentos eletivos, o que corresponde a 20% a mais do que os procedimentos feitos no mesmo período de 2020, quando houve 41,6 milhões de consultas, cirurgias e exames. O número ainda foi menor do que o registrado no mesmo período de 2019, uma queda de 14%. 

 


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