DEMORA - Pacientes reclamam de demora excessiva para atendimento no Pronto-Socorro

Vereadores aprovam requerimento questionando demora nos atendimentos no Pronto Socorro

Diego Fernandes – Araçatuba

A demora para atendimento de pacientes no Pronto Socorro Municipal de Araçatuba foi assunto na sessão da Câmara Municipal, realizada de forma virtual na noite da última terça-feira (17).
Na última semana, em depoimento à reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, duas mães relataram espera entre 4 horas e meia e 5 horas e meia para atendimento de crianças no local, sendo que uma delas até desistiu de procurar ajuda médica na oportunidade devido ao longo tempo de espera.
Um requerimento foi aprovado pelos parlamentares sobre o assunto durante a sessão legislativa. O vereador Lucas Zanatta (PV), autor do requerimento, cita a reportagem publicada na edição do último dia 10 de dezembro e questiona o poder executivo sobre o número de médicos pediatras que estão atendendo no PS atualmente e se o número é suficiente para a demanda. Na última semana, uma das mães entrevistadas reclamou que, por conta da falta de pediatras nas UBSs, todas as mães do município têm se deslocado para o Pronto Socorro, aumentando o tempo de espera para atendimento.
Outro questionamento presente no documento é sobre o tempo de espera. Com relatos de até 5 horas e meia de espera por parte das mães dos pacientes, a prefeitura é questionada se esse tempo de espera está dentro do programado pela administração municipal e o motivo da demora. Os problemas estruturais como a falta de cadeiras e de espaço também estão presentes no requerimento em forma de pergunta.
O documento também cita uma suposta prioridade no atendimento de detentos que são deslocados até o Pronto-Socorro. O requerimento fala em indignação do público presente ao PS quando isso acontece.
A prefeitura tem o prazo de até 15 dias para responder o documento ao plenário da Câmara.

Caso
No último dia 9 de novembro, a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL conversou com Mariana Camilly Ferreira, moradora do Residencial Beatriz, que precisou esperar 5 horas e meia para atendimento de sua filha Lorena, de 7 meses.
“Quando eu cheguei, falei o que estava acontecendo com a minha filha, ela falou que tinha que esperar e aguardar porque tinha muitos pacientes na minha frente. Tinha gente com suspeita de covid e minha filha passando mal, tossindo, vomitando”, comentou.
Outra mãe que conversou com a reportagem foi Gislene Rosa, moradora do bairro Hilda Mandarino, que estava há cerca de duas horas com o filho no local, e comentou que dias antes esteve também com a neta e teve que desistir do atendimento devido à demora.
“Semana retrasada eu vim com a minha neta e fiquei 4 horas e meia para ser atendida porque ela tinha sido mordida por um gato, desisti e levei ela embora. Chegou à noite, ela com fome, eu desisti e fui embora, de tanta gente que tinha, tanta criança”, contou.

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