Da Redação – Araçatuba
O vereador Damião Brito (Rede) se pronunciou na manhã desta sexta-feira (3) sobre a Operação da Polícia Civil que cumpriu mandados em seu gabinete na Câmara Municipal e também em sua residência e fez a apreensão de aparelhos de celular, além de outros objetos.
O parlamentar está sendo investigado pela Polícia Civil após dois ex-assessores o denunciarem de suposta prática de “rachadinha”, que é quando a equipe do vereador divide os salários recebidos com o próprio parlamentar.
Em vídeo gravado para as redes sociais, Damião explicou o motivo de não ter fornecido a senha de seus celulares aos policiais e também mostrou a arma que tem sido citada que é de posse do parlamentar, afirmando que está legalizada.
Ele também comentou que tem sofrido ameaças de morte e disse que já tentaram comprar seu silêncio com quantias em dinheiro.
À disposição
Damião afirmou que sempre se colocou à disposição das autoridades e rebateu as informações da Polícia Civil de que não teria colaborado com o cumprimento dos mandados. O vereador disse estar à disposição da Justiça e da Polícia.
“Estive sempre à disposição da polícia, meus advogados, departamento jurídico, já tinha deixado avisado que a minha casa e o meu gabinete estão à disposição, a Polícia pode vir a qualquer hora, não precisa de mandado, eu vou deixar entrarem na minha casa, o meu escritório, onde quer que seja”, disse.
No dia da Operação, a Polícia Civil informou que Damião havia oferecido resistência para auxiliar no cumprimento do mandado, escondo os celulares e não fornecendo as senhas correspondentes.
Segundo o vereador, ele não forneceu as senhas por ter conteúdos estritamente pessoais em seus telefones.
“Os celulares eu não forneci a senha porque tinha coisas pessoais, foto da minha esposa. Eu utilizo uma senha para várias coisas, se tivesse que ir na delegacia eu coloco a senha sem problema nenhum. Não teve celular escondido, estava dentro da minha residência”, disse.
Arma
Em certo ponto do vídeo, Damião Brito mostrou sua arma de fogo. Na denúncia feita contra o vereador, por suposta prática de “rachadinha”, ex-assessores acusaram o vereador de intimidá-los com a arma. Já a Polícia Civil afirmou que a arma não foi encontrada durante as buscas feitas em sua casa e seu gabinete.
Ele comenta que possui arma para sua proteção pessoal já que, segundo ele, já sofreu diversas ameaças de morte.
“Disseram que não encontraram minha arma, deram uma entrevista totalmente descabida. A minha arma está aqui comigo (e mostra), totalmente legalizada pela Polícia Federal, eu já sofri tentativa de homicídio, eu sofro ameaça constante, a própria Polícia Federal já falou que minha arma é legalizada. A documentação está aqui (e mostra), eu tenho porte federal, então não teve nada de não ter encontrado minha arma. Confio na Justiça e sempre fiquei à disposição”, afirmou.
Perseguição
Apesar de não citar a palavra “perseguição” em nenhum momento, Damião afirmou que querem calá-lo de diversas formas, com ameaças, compras de testemunhas, e tentativas de chantagem.
Ele afirma, porém, que continuará exercendo o seu mandado de vereador da mesma maneira.
“É ano eleitoral, e em ano eleitoral acontece de tudo, eles querem calar, tem várias pessoas, eu mexi com gente grande, mexi com empresas, seja da área da saúde, da área do transporte, eu não vou me calar. E não tenta me calar, não tenta me comprar achando que ‘nós vamos calar ele dessa forma’, não cala”, disse. “Eu sou contra o sistema. Se eu tivesse medo de enfrentar o sistema eu não entrava, eu ficava calado”, seguiu.
Ele comentou também sobre uma possível tentativa de chantagem, sem citar os autores.
“Estão tentando comprar testemunhas. Pediram R$ 100 mil para mim, depois R$ 25 mil, eu não dei, eu não dou dinheiro para vagabundo. Eu estou sendo ameaçado de morte, mas isso não me preocupa”, afirmou.
Damião também falou que seus advogados deverão “tomar providências” contra postagens em redes sociais que difamem sua imagem.
“As pessoas que estão me xingando nas redes sociais, meus advogados estão tirando o print e vão tomar as providências. Pessoas me ameaçaram de morte também pelas redes sociais”, afirmou.
Por fim, o parlamentar afirmou que vai provar que é inocente das acusações.
“A investigação que continue e eu vou provar a minha inocência”, disse.


