ESPERANÇA - Com a imunização, a expectativa é que cenas como essa, aos poucos, desapareçam das unidades escolares

Vacinação a docentes e demais profissionais da educação ajudará a combater vazio no ensino

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Um dia após o governador João Doria (PSDB) anunciar a vacinação para professores e demais profissionais da educação, o entendimento, em boa parte da categoria, é unânime: a imunização contra a covid-19 contribuirá para que, aos poucos, coloque-se em prática um plano seguro de volta às aulas presenciais. Encontrar estratégias para que os estudantes possam comparecer às escolas tem sido um dos maiores desafios desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março do ano passado.

O início do atual ano letivo até caminhava nessa direção, mas com o agravamento da crise sanitária em todo o País, os planos tiveram de ser revistos. As aulas, que começaram no formato híbrido, aquele no qual parte dos alunos acompanha remotamente e a outra presencial, tiveram de voltar, inteiramente, ao modelo virtual. Assim ocorreu ao longo de todo o ano de 2020 a partir do momento que a pandemia foi declarada.

Diretor de escola particular em Araçatuba e professor com mais de duas décadas na rede estadual, Cláudio Cristal acredita que, com a vacinação, antecipada de docentes e demais funcionários da rede de ensino, gradativamente, as escolas poderão voltar à normalidade. “Com os profissionais da educação estando vacinados, as crianças não têm contágio”, avalia. Porém, ela faz uma ponderação. “Depende também das famílias fazer o isolamento e seguir os protocolos sanitários nos lares, senão, de nada adianta, a escola fazer sua parte”, diz.

A secretária municipal de Educação, Silvana de Souza e Sousa, compartilha da ideia que, com o avanço da vacinação, aos poucos, as escolas poderão ser reabertas. “Queremos muito retornar, mas vai depender do contexto. Muitos profissionais têm menos de 47 anos e ficarão para etapas posteriores de aplicação”, disse a gestora da maior rede municipal de ensino da região, ao se referir à idade a partir da qual estará o grupo prioritário da educação.

Segundo o anúncio feito por Dória anteontem, a partir do próximo dia 12, 350 mil professores e demais funcionários de escolas estaduais, municipais e particulares com idade a partir de 47 anos serão incluídos na campanha. Para profissionais da rede privada, haverá apresentação obrigatória dos dois últimos contracheques para evitar fraudes na vacinação.

De acordo com o Estado, o público-alvo representa cerca de 40% de todos os profissionais da educação básica em São Paulo. Inicialmente, o governo paulista está priorizando profissionais com idade em que a incidência de casos moderados e graves da COVID-19 é mais alta.

Conforme reportagem publicada por O LIBERAL REGIONAL na edição dessa quinta-feira, em toda a região, a vacinação professores e demais funcionários de estabelecimentos de ensino atingirá mais de cinco mil trabalhadores. A projeção considera a quantidade de servidores nas escolas estaduais dos 43 municípios do território, mais Lins e Promissão, cidades da área de alcance do SRC (Sistema Regional de Comunicação) também.

NÚMEROS

A expectativa pelo retorno presencial é tamanha nas instituições de ensino, considerando o prejuízo aos estudantes por causa do longo período de afastamento das escolas. Recente balanço divulgado pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) mostra que metade dos alunos das escolas da rede pública de Ensino – mais de 1,67 milhão de estudantes – não acessou a plataforma para acompanhar os conteúdos de aulas à distância implantados pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo ao longo de dez meses da pandemia.

A dotação orçamentária destinada pelo Estado, entre abril e dezembro do ano passado, alcançou o montante de R$ 93.729.695,58 e teve como propósito abranger as 5.430 escolas de ensino fundamental e médio da rede pública paulista. Os dados têm sido monitorados pelo tribunal desde 27 de abril de 2020, quando a medida foi implantada pela Secretaria da Educação a fim de estabelecer o retorno das aulas na modalidade virtual.

Em todo o Estado, as 644 prefeituras terão até o próximo dia 31 para informar ao TCE quais as medidas de enfrentamento e as ações tomadas na área da Educação durante o 2020.

As informações, que serão colhidas por meio do preenchimento de questionários emitidos pela Corte, serão direcionadas aos relatores dos processos de prestação de contas anuais dos municípios e utilizadas pelas equipes de fiscalização para medir os reflexos da pandemia na área do ensino público.

 

 


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