Da Redação – Araçatuba
Atualmente, qual investimento oferece até 24% de renda ao ano e ainda contribui com a sustentabilidade do planeta? A resposta é uma usina fotovoltaica construída para ser arrendada a cooperativas de consumidores.
É neste mercado que está atuando a Hilma Building, empresa do GrupoPolo com expertise em EPC (Engineering, Procurement and Construction / Engenharia, Suprimentos e Construção) de usinas solares, e voltada para o atendimento de grandes usinas, investidores, comercializadoras, concessionárias e outras empresas que buscam qualidade e experiência para a construção de parques solares.
O diretor de Negócios Thomas Ferreira explica que a partir R$ 300 mil, o investidor entra no negócio para a construção de uma usina que irá fornecer energia à Cotesa Energia, empresa parceira que trabalha no modelo cooperado, entregando a produção para o consumidor final, seja pessoa jurídica ou física.
“Neste modelo, todos ganham. O cooperado tem entre 10% e 20% de desconto na conta de energia, sendo que não há taxa de adesão, período de fidelização, nem custeio do equipamento. É uma espécie de locação da usina, em que o investidor, ao longo de 12 meses, tem até 24% de rendimento sobre o valor investido. Trata-se de um modelo extremamente vantajoso”, afirma Ferreira.
Segundo o executivo, usinas fotovoltaicas como opção de investimento têm se mostrado uma opção lucrativa e segura, tornando-se uma das principais tendências desse segmento.
“A construção de usinas solares demanda pouco tempo, quando comparado a hidrelétricas, temoelétricas e parques eólicos, e é um investimento significativamente menor do que essas outras construções. Com o baixo gasto com manutenção, o lucro com a gestão de créditos de energia produzida por meio delas é certo e contínuo. Além disso, os sistemas fotovoltaicos podem ocupar espaços de terra que demandariam grandes investimentos para a realização de produção agrícola, por exemplo”, comenta Thomas Ferreira.
De olho no mercado
A demanda por energia aumenta em todo o mundo. E, com a preocupação cada vez maior em relação ao futuro do planeta, as energias renováveis saem na frente nessa corrida, especialmente a energia solar. Nesse contexto, as usinas solares têm se destacado como uma solução eficiente para supri-la. Relatório do mercado da eletricidade da AIE (International Energy Agency), de 2023, mostrou que a demanda por energia no mundo deve acelerar para uma média de 3% nos próximos três anos. Espera-se que as renováveis deem conta de quase todo esse crescimento.
Com a “revolução verde” do mercado de energia, aqueles que decidem investir em usinas solares para venda de créditos de energia, estão colhendo os frutos dessa tendência lucrativa.
Enquanto o mundo busca formas mais sustentáveis e renováveis de gerar energia, a solar emerge como uma das principais protagonistas nesse novo capítulo da história – e o Brasil como um forte candidato a ser uma potência energética sustentável.
A expectativa de maior abertura do Mercado Livre de Energia por aqui também impulsiona os investimentos na fonte fotovoltaica. Os consumidores de alta tensão têm a liberdade de escolher os seus fornecedores. Já a partir de 2028, essa liberdade de escolha deve começar a chegar também aos consumidores de baixa tensão, grupo no qual se encaixam, inclusive, os residenciais.
Neste ano
Os investimentos gerados pelo setor fotovoltaico poderão ultrapassar a cifra de R$ 38,9 bilhões em 2024. Segundo avaliação da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a fonte solar fotovoltaica deverá gerar mais de 281,6 mil novos empregos neste ano, espalhados por todas as regiões do Brasil, além de proporcionar arrecadação extra superior a R$ 11,7 bilhões aos cofres públicos.
Ainda de acordo com a projeção, em 2024, serão adicionados mais de 9,3 gigawatts (GW) de potência instalada, chegando a um total acumulado de mais de 45,5 GW, o equivalente a mais de três usinas de Itaipu e que representam um crescimento de mais de 26% sobre a potência solar atual do País (hoje em 36,1 GW).
O Brasil está entre os 5 países em desenvolvimento mais atrativos para o investimento em fontes renováveis de energia, além de liderar as economias do G-20 nesse quesito. As conclusões estão do relatório Climatescope 2023, elaborado pela BloombergNEF.
Em 2022, ano destacado pela maior evolução da geração solar fotovoltaica no país, o Brasil atraiu mais de US$ 25 bilhões em investimentos direcionados para energias renováveis, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.
Vantagens
Ferreira explica que, diferentemente de outros investimentos voláteis, a construção de usinas solares oferece uma estabilidade financeira certa, com rentabilidade de 24% ao ano, sobre o montante investido. Uma vez que a infraestrutura esteja instalada, os custos de manutenção e operação são relativamente baixos. Além disso, trata-se de uma fonte inesgotável, o que significa que os investidores podem contar com a consistência do fluxo de energia e, consequentemente, de lucros.
“Quem está em busca de oportunidades de crescimento financeiro sólido e sustentável, não deve subestimar o potencial da energia solar. Ao embarcar nessa jornada, o investidor obtém benefícios financeiros, promove a sustentabilidade ambiental, garante estabilidade e contribui para o crescimento econômico. É uma oportunidade de investimento que combina rentabilidade com responsabilidade ambiental”, diz o diretor da Hilma.
De forma geral, as usinas solares têm longa vida útil, geralmente entre 25 e 30 anos, proporcionando um retorno consistente ao longo do tempo. Ferreira conclui destacando que ao investir em usinas solares, os investidores estão alinhados com as metas e regulamentações ambientais, o que pode resultar em benefícios adicionais, como incentivos fiscais e subsídios. Por esse motivo, ao diversificar os investimentos com usinas solares, eles podem não apenas obter retornos financeiros sólidos, mas também contribuir para um futuro mais sustentável e promissor.

