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quarta-feira, agosto 10, 2022

Unisalesiano retoma “Voluntariado Missionário” com viagem para aldeias do Mato Grosso

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Desenvolver ações que contribuam com a melhoria da qualidade de vida do povo indígena. Esse é um dos principais objetivos do projeto do Unisalesiano, intitulado “Voluntariado Missionário”, que acontece desde 2017, mas que foi interrompido nos anos de 2020 e 2021 por conta da pandemia da Covid-19.

O retorno deste projeto social está marcado para o dia 30 de junho de 2022, quando aproximadamente 30 pessoas, entre membros da Reitoria, Coordenações e corpo discente, viajarão para as aldeias de Meruri e São Marcos, no Mato Grosso. A expedição deverá transcorrer até o dia 7 de julho.

De acordo com uma das responsáveis pela organização do projeto, a professora Juliana Mitidiero, as atividades desenvolvidas com os povos Boe-Bororo e Xavante são focadas nas áreas da saúde, educação e meio ambiente.

“Além disso, o nosso foco é estreitar os laços entre a comunidade acadêmica e a diversidade cultural. É uma mudança vista e vivida por todos que participam desse projeto”, ressaltou.

 

ELEMENTOS

O “Voluntariado Missionário” tem como inspiração os elementos de identidade da IUS (Instituições Salesianas de Educação Superior), como a transformação positiva dentro de setores em vulnerabilidade social, criando, dessa forma, um ambiente rico de valores humanos, com diálogo interdisciplinar no contexto acadêmico.

A formatação do trabalho desenvolvido e promovido nas aldeias indígenas é dirigida pelo padre Erondi Tamandaré, que é diretor-geral do Unisalesiano Araçatuba, junto com a Pastoral Universitária, que tem como pró-reitor o paulo Paulo Jácomo; e as docentes Juliana Mitidiero (Coordenadora do Curso de Educação Física) e Mirella Justi (Coordenadora do Curso de Psicologia).

O pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação, professor André Ornellas, lembra que a presença salesiana nas missões indígenas existe há mais de 100 anos, com o objetivo de mostrar solidariedade e compromisso com os Boe-Bororo e Xavante da região.

“É um projeto amplo e o mais importante é que o aluno veja a realidade que está tão longe e, ao mesmo tempo, tão perto. E que eles saibam que são parte dos salesianos que atuam para melhorar a vida dos índios, sem interferir na cultura deles”, disse.

Por sua vez, o diretor-geral do Unisalesiano Araçatuba, padre Erondi Tamandaré, explica que o desenvolvimento humano não se dá somente através da formação formal, mas através de vivências humanizantes, no qual experienciam as realidades da existência, potencializando para o desenvolvimento integral: intelectual, prático, afetivo, espiritual e humanístico.

“Assim, os trabalhos desenvolvidos nas aldeias indígenas proporcionam a percepção que há uma diversidade de características coexistentes na realidade, inclusive muito próximo de nós”, concluiu.

 

 

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