EMOÇÃO - Em vídeo, Edson disse: "São anos que estou sofrendo com meus filhos"

Uma nova batalha pela vida

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Uma batalha que parecia vencida para o casal Edson Souza e Kátia Bezerra de Souza, de Araçatuba, ganhou novo capítulo com a chegada de 2021: tentar salvar a vida do filho Luís Fernando, de apenas 5 anos de idade. Por meio de exames feitos no início deste mês, o garoto descobriu que voltou a desenvolver leucemia, doença enfrentada quando ainda era bebê. A cura da criança depende de um transplante de medula óssea. Para conseguir um doador compatível, os pais do menino iniciaram, na última semana, mobilização nas redes sociais com objetivo sensibilizar o maior número de pessoas possível para que se cadastrem o quanto antes como possíveis doadores.

Em vídeo gravado e compartilhado por dezenas de seguidores, Kátia explica a necessidade de urgência. O procedimento cirúrgico está previsto para março. No entanto, hoje, não há doador totalmente compatível. Outra preocupação está na demora da liberação do cadastro de doadores. Para se cadastrar, é simples. Basta ir ao hemocentro, levar documento com foto e fazer a coleta de 5 ml de sangue.

HISTÓRICO

Com todo esse esforço, a família busca evitar a repetição do sofrimento vivido em 2018. Na ocasião, Mateus, irmão gêmeo de Fernando, morreu aos 2 anos, vítima do câncer que se desenvolve nas células sanguíneas. Três meses após a perda do irmão, Fernando foi diagnosticado com leucemia, superando a doença.

Conforme O LIBERAL REGIONAL noticiou na época, a luta de Fernando foi também motivo de grande mobilização na cidade. Em um sábado, 34 pessoas viajaram a Jaú para doar sangue no Hospital Amaral Carvalho. O movimento fora organizado pela empregada doméstica Marli Borges que, agora, mais uma vez, lidera grupo a fim de colaborar com o casal de Araçatuba. No próximo dia 23, ela iniciará nova caravana a Jaú para doação de sangue.

As viagens serão realizadas uma vez ao mês com 30 voluntários. A saída será às 5h, em frente ao supermercado Pão de Açúcar, na Avenida Brasília, passando em Birigui no posto J3. O retorno ocorrerá assim que todos fizeram a doação, com previsão para as 17h. Ela acredita que, com a doação sendo feita na cidade onde ocorrerá o tratamento, mais rápidas são as chances de o sangue chegar à criança.

 

 

‘O tratamento é doloroso. Espero ter um final feliz’, diz pai do menino

 

A notícia que Fernando enfrenta um novo desafio, mesmo tão novinho, veio a público na última semana com a gravação de vídeo feito por seu pai, no qual pede ajuda para o menino.

Na postagem, Edson lembra que seus dois filhos (contando o Mateus, já falecido) nasceram em 2016.

“Após três meses da morte do Mateus, o irmão gêmeo Luís Fernando foi diagnosticado. Fizemos o tratamento dele e ocorreu tudo bem. Em janeiro deste ano, a doença voltou e está precisando de um transplante de medula óssea”, explicou. Em seguida, sem conter a lágrimas, implorou: “É um remédio que não tem onde comprar. É tudo o que pode salvar meu filho. Peço para vocês. São anos que estou sofrendo com meus filhos”.

Ainda com muita emoção, ele prossegue, referindo-se à doença: “Eu peguei o Mateus e não tinha a certeza de volta. Agora, peguei o Fernando também. O tratamento é muito doloroso. Espero ter um final feliz”.

O apelo, também sob muita emoção, foi feito pela mãe da criança. Antes, ela agradece o apoio quando era Mateus quem lutava pela vida. “Agradecemos a todos pelo cadastro para a doação quando foi com o Mateus. Foi tudo muito lindo”, diz. “Seja um agente de amor. Isso é um milagre. Se alguém for compatível hoje, salvará uma vida. Eu perdi um filho para essa doença. Por isso, conto com o amor de vocês para que sejam doadores de medula”.

 

ESPERANÇA – Criança depende de transplante de medula óssea

 

 

 


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