Da Redação – Araçatuba
Araçatuba, Birigui e Penápolis tiveram saldo positivo na geração de vagas de trabalho no primeiro mês de 2026. Enquanto Araçatuba teve números tímidos, Penápolis e, principalmente, Birigui, começaram o ano com um número de alto de contratações em relação às demissões. Andradina, por outro lado, teve déficit de vagas.
Os dados foram divulgados nesta semana pelo Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego, e compilados pela reportagem do jornal O LIBERAL e do Portal LR1.
As quatro cidades, que são as maiores em termos populacionais da região, geraram juntas 342 vagas de trabalho formal em janeiro de 2026, com destaques para a indústria, serviços e construção civil.
Os municípios, juntos, registraram, ao final de janeiro, o número de 126.103 pessoas trabalhando com carteira assinada.
Araçatuba
Em Araçatuba, foram geradas 6 vagas de trabalho em janeiro, isso foi resultado da contratação de 2.543 pessoas e a demissão de 2.537.
O grande responsável pelo saldo positivo foi a construção civil, que abriu 85 novas de trabalho. Também houve números positivos em serviços, com 72, e indústria com 44.
O comércio foi o vilão de janeiro. Com o fim das vagas temporárias, abertas no fim do ano passado, o setor fechou 195 postos de trabalho. O saldo da agropecuária ficou zerado.
Araçatuba fechou janeiro com 0,01% de crescimento no número de trabalhadores em estoque, chegando a 58.388 pessoas trabalhando no regime de CLT.
Birigui
Birigui teve o maior saldo de empregos da região, com 304 novas vagas abertas em janeiro, com 1.842 contratações e 1.538 demissões no período.
A indústria teve grande parte no saldo, com 298 novas vagas abertas em janeiro. Houve abertura de 56 vagas nos serviços e 23 na construção civil.
O comércio fechou 67 postos de trabalho, enquanto a agropecuária fechou 6.
Birigui aumento em 0,93% o número de pessoas trabalhando com carteira assinada, chegando a 33.068 trabalhadores.
Andradina
Andradina fechou 125 postos de trabalho em janeiro, tendo 540 contratações e 665 demissões.
Todos os setores registraram perda de vagas, capitaneados pelos serviços, que perdeu 56 postos de trabalho. O comércio, com -44, construção com -13, indústria com -9, e agropecuária com -3 também contribuíram para o dado negativo.
Andradina teve queda de 0,73% no número de trabalhadores em estoque, ficando com 16.885.
Penápolis
Em Penápolis, foram 157 novos empregos gerados em janeiro, com 828 contratações e 671 desligamentos.
A indústria teve o maior aumento com 119 novos postos de trabalho abertos, sendo que no setor de serviços foram abertas 45 vagas e na construção civil outras 4.
Houve queda de vagas na agropecuária com -10 e no comércio com 1 vaga a menos.
Penápolis registrou o maior crescimento percentual, chegando a 0,89% a mais de trabalhadores CLT em janeiro em relação a dezembro, atingindo 17.762.
Estado
O estado de São Paulo criou quase 300 mil vagas de emprego com carteira assinada em 12 meses e registrou o maior salário de admissão em seis anos. Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, o saldo de vagas no estado ficou em 286.743, alta de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Assim, SP foi responsável por criar em 12 meses 24% do total de vagas no país (1.228.483). No mês de janeiro, o estado criou 16.451 vagas.
O estado de São Paulo teve ainda o maior salário médio de admissão em janeiro desde 2020, quando o Novo Caged substituiu o antigo Caged, integrando dados do eSocial, Caged e Empregador Web para monitorar o emprego formal mensalmente. O valor foi de R$ 2.702,76, alta de 2,75% em relação a dezembro de 2025 e de 1,93% em relação ao mesmo mês de 2025.
Além disso, o salário de admissão no estado de São Paulo foi o maior do Brasil em janeiro, seguido por Distrito Federal (R$ 2.575,45), Mato Grosso (R$ 2.421,85) e Rio de Janeiro (R$ 2.409,30). No Brasil, o salário foi de R$ 2.389,50, e no Sudeste, de R$ 2.551,61.

