DIEGO FERNANDES – COROADOS
Alunos de engenharia agronômica da Unesp de Ilha Solteira conheceram as instalações e a forma de trabalho da matriz da empresa Socafé, em Coroados (SP), na região de Araçatuba, durante a última semana.
Especializada em produtos como soja, milho e sorgo, a empresa também tem um leque de atuações, como venda de sementes, defensivos agrícolas e fertilizantes, além disso, está dando início à industrialização de ração animal, inicialmente para gado de corte e leite.
Durante a visita na Socafé, os alunos puderam ficar o dia todo no galpão principal da empresa, aprendendo sobre o mercado, relacionamento com o produtor, comercialização, dentre outros ensinamentos práticos que poderão ser desenvolvidos por eles dentro da profissão.
A visita, ocorrida na última terça-feira (13), foi possível após contato feito pelo grupo Prime, que são alunos do curso que buscam esse contato com empresas e o mercado de trabalho.
Os alunos participaram de um café da manhã, depois acompanharam palestras de Isabela Redigolo e Carlos Eduardo dos Santos, da área de agronomia da Socafé; Sérgio Yokogawa, diretor da empresa; além de informações sobre a empresa e o trabalho com um dos sócios-proprietários, Waldemar Dias Aguiar dos Santos. Logo depois, almoçaram em uma churrascaria da cidade, e no período da tarde, acompanharam o depoimento do produtor rural José Luís Buchalla, que é vereador em Birigui, e que trabalha com a produção de grãos.
Segundo Carlos Eduardo, engenheiro da empresa, o trabalho do engenheiro agrônomo é fundamental na orientação ao produtor rural.
“Com nosso conhecimento agronômico, podemos ajudar nossos clientes com orientação e acompanhamento nas suas tomadas de decisão dentro e fora da porteira, do plantio à colheita, levando produtor a altas produtividades e automaticamente trazendo resultados financeiros compensatórios à sua atividade. Consequentemente trazendo resultados positivos para nossa empresa também”, explicou Santos.
Já o diretor da empresa, Sérgio Yokogawa, afirmou que a atuação do engenheiro agrônomo vai para além da empresa, podendo se expandir para a área comercial.
“O objetivo desse encontro foi demonstrar que fora da porteira, existe um mercado amplo para a carreira de um agrônomo. Seria o mercado fora da terra, que é abrange a negociação, comercialização ampliando a cadeia de conhecimento, e possibilitando atuar novas áreas de negócios”, ressaltou Yokogawa.
O aluno Vítor Sanches cursa o 7º semestre de engenharia agronômica na Unesp de Ilha Solteira e afirmou que o dia na Socafé foi bastante produtivo e com acréscimo importante de conhecimento do mercado. Ele fez questão de agradecer à empresa pela oportunidade.
“Foi muito importante o que foi passado em questão de vendas, armazenamento, como funciona a logística para chegar no produtor, desde o plantio até as vendas. Agradecer a empresa Socafé por essa oportunidade porque para a gente está sendo um aprendizado enorme”, agradeceu o estudante.
Durante a visita, o grupo foi acompanhado pelo professor Bruno Pavan, que leciona na disciplina de melhoramento genético de plantas dentro do curso de engenharia agronômica. Ele acredita ser fundamental este tipo de interação entre a universidade e as empresas que fazem o mercado de atuações dos futuros profissionais.
“Esse contato antes da formação é fundamental para eles começarem a fazer a ideia de como aplicar os conhecimentos técnicos deles e conseguir vender para as empresas e produtores rurais. Se eles não conseguirem ter essa comunicação eles não conseguem passar esse conhecimento para frente”, explicou o professor.
Socafé
Fundada em 1951 como comercializadora de café, a empresa Socafé foi se readaptando ao mercado e atualmente comercializa principalmente soja, mas também milho e sorgo.
São cinco unidades da empresa, com a matriz em Coroados, além de unidades em Birigui, Lourdes, Turiúba e Floreal. A Socafé já está na terceira geração de administradores, e agora é mantida em conjunto pelos irmãos Waldemar Dias de Aguiar Santos e John Ruggiero.
Waldemar Santos afirma que ao longo de 71 anos de atuação, a empresa vem expandindo seus negócios.
“A gente trabalha com a revenda de insumos, venda de sementes, defensivos agrícolas, fertilizantes, na base de troca com produtores. A gente também está com uma fábrica de ração animal para gado de corte e leiteiro, e estamos buscando expandir a nossa participação na região”, explicou o sócio-proprietário.
Com 22 funcionários fixos, a empresa Socafé pode chegar a até 200 trabalhadores ativos durante a safra de soja, realizada de janeiro a maio, e durante as safrinhas, entre julho e setembro.
O sócio-proprietário afirma que o investimento em tecnologia também foi outra preocupação da empresa nos últimos anos.
“A gente fez uma ampliação há dois anos para atender a demanda dos produtores, porque hoje os maquinários de colheita são super velozes e tínhamos filas monstruosas aqui por conta disso. A gente adequou as unidades para poder receber produto. Investimos na capacidade de recebimento, processamento, aumentam os o número de unidades. para dividir carga”, explicou.




