Da Redação – Araçatuba
A direção da Santa Casa de Araçatuba protocolou um ofício, nesta quinta-feira (7), encaminhado ao diretor do Departamento Regional de Saúde, o DRS II, Francisco Carlos Bassalobre, informando que deixará de administrar a Farmácia de Medicamentos Especiais de Alto Custo, que está sob administração do hospital desde 2020.
O hospital informa que irá ficar na administração da farmácia até o dia 6 de dezembro, devolvendo a gerência para o Estado a partir desta data. Atualmente, segundo o hospital, a farmácia gera um custo de R$ 1.140.000,00 por ano, ou cerca de R$ 95 mil por mês. O local, que fica no antigo Centro de Saúde, no bairro Vila Mendonça, atende pelo menos 27 mil pessoas da região, que dependem dos medicamentos lá fornecidos para seguirem seus respectivos tratamentos.
Como justificativa para o fim da administração da farmácia, a direção do hospital informa que está passando por uma reestruturação financeira, inclusive, citando que atualmente a unidade passa por uma recuperação judicial, o que obriga a um ajuste de receitas e despesas.
No ofício, o hospital informa que está fazendo a gestão da farmácia sem nenhum tipo de repasse do estado desde o mês de fevereiro, quando foi apresentado à DRS II um plano de trabalho para o recebimento de recursos. O convênio com o estado para a gerência do espaço era até dezembro do ano passado, mas havia sido prorrogado até janeiro deste ano.
Na época, o departamento informou que não seria possível arcar com os cursos de R$ 95.204,10 por mês, ou r$ 1.142.450,00 por ano ao hospital para administração do local e sugeriu a diminuição dos valores. Depois disso, um novo plano foi apresentado para o recebimento de recursos no valor de R$ 68 mil mensais pelo período de seis meses, totalizando R$ 408 mil.
Após essa proposta, não houve mais repasses por parte do estado, sendo que, desde então, a Santa Casa está retirando recursos do seu orçamento para a gestão da farmácia.
Histórico
Uma resposta foi prometida em agosto, por parte da DRS-II, mas não foi assinado novo acordo. Uma nova cobrança foi feita em outubro, porém, não foi possível formalizar a nova parceria, segundo o próprio estado, que justificou o fato de a Santa Casa estar com a Certidão Negativa de Débito vencida desde 25 de outubro, além de FGTS vencido desde 13 de outubro.
Com isso, o hospital deu prazo até o dia 6 de dezembro para que o Estado resolva a situação, dando continuidade aos serviços de forma independente, ou assinando novo convênio de repasses à Santa Casa para que ela tenha condições financeiras de seguir o atendimento.
Uma reunião estava marcada entre a direção do hospital e a DRS-II que aconteceria nesta quinta (7), mas acabou sendo adiada para terça-feira (12), motivo que fez com que o ofício fosse protocolado nesta quinta (7). O hospital aguarda, agora, a resposta do estado.

