PEDRO CÉSAR ALVES
Nos dias de hoje, saber viver é uma dádiva! E, acrescento – dádiva porque poucos possuem a maestria de ‘realmente saber viver’. Alguns pensam em riquezas e mais riquezas (nada contra – ajuda e muito!), mas o simples fato de poder viver já pode ser considerado uma dádiva – e, ainda mais, se for com dignidade. E aí está a questão a se pensar, a se desenvolver, não apenas compreender, aprender – mas apreender.
Creio que associar à vida a questão da dignidade faz uma grande diferença, e por um simples motivo: menos de dez por cento da população tem essa garantia. E a pergunta que não cala: como garantir essa ‘dignidade’? Os mais afoitos diriam que seria por meio da Educação – creio ser o princípio de tudo – mas podemos ir mais adiante, com toda certeza! Fica evidente que um povo despreparado educacionalmente (durante os anos de aprendizado) jamais alcançará a glória, por assim dizer (por isso muitos projetos educacionais são fachadas propositalmente construídos).
Educação – como sempre se comenta, começa em casa, nas comunidades que se frequenta (amigos, campinhos de futebol, clubes, salão de beleza, igrejas), na escola e carrega-se pela vida toda. Nos atuais lares pouco se vê de educação – ou, melhor dizendo, de aprender a ser educado (refiro-me à formação do indivíduo). Tomamos por exemplo um garoto que vai à escola: ele simplesmente vai – ele simplesmente assiste aula – ele não estuda! E quando estuda? Outro exemplo – uma pessoa que vai constantemente à igreja: ela vai à igreja, será que entende a religião?
Partindo destas duas questões, podemos dizer que ambas podem ser entendidas num único processo: quando se vai à escola (ou à igreja) apenas assistimos aulas (cultos, missas, etc.) – assistir não quer dizer aprender. E quando se aprende? Quando termina a aula, quando se termina o culto, quando se termina a missa – e sabe por quê? Porque só se aprende ‘fazendo’! Sim, só se aprende fazendo. Se o aluno volta da escola (se estuda pela manhã), almoça e pega os livros / cadernos / anotações e começa a reescrever o que aprendeu pela manhã, com três cópias já estará craque no assunto, ou seja, pegar do lápis e do papel e fazer / realizar / praticar… nunca mais esquecerá! Assim também os princípios religiosos: ir à igreja, ouvir o ‘sermão’, chegar em casa e praticar (escrever o que aprendeu).
Acrescentando a tudo isso, podemos dizer que a necessidade de aprendizado vai ser atendida, em média noventa por cento. E os outros dez por cento? Cabe a cada um também realizar os estudos complementares em casa através de leituras e pesquisas. A escola, como a igreja, são lugares que nos ensinam a aprender, mas o fator apreender cabe a cada um em seu secreto silêncio – preenchendo o HD da Memória – chamado cérebro (e cada um tem o seu / individual – pense nisto!).
Fechando estas linhas – se cada um tem um HD (memória), por que não exercitar as mãos para preenchê-la? (E não digo exercitar via teclado / digital – não, como ouvi de um grande mestre o que cito aqui, mas sim com as mãos – lápis e papel!) Eu, quando comecei a carreira no Magistério ficava até altas madrugadas fazendo assim: pegava o papel e escrevia várias vezes até dominar o assunto (e até hoje não dominamos tudo completamente, e continuo com este método eficaz), e com toda certeza digo que cresci muito na questão da compreensão / memorização de muitos assuntos. E, acrescento ainda – como qualquer um que já passou por isso, nada melhor que o tempo para ir nos aperfeiçoando, mas precisamos nos dedicar um pouco por dia – sempre um pouco mais! Logo, não tenha vergonha – faça o melhor por você!
Prof. Me. Pedro César Alves



