Da Redação – Araçatuba
O provedor da Santa Casa de Araçatuba, Petrônio Pereira Lima, recebeu na última semana, a visita do vereador Alceu Batista (PSDB). Acompanhado da enfermeira obstetra Aline de Carvalho e das doulas Denise Freitas da Mata e Ester Lourenço, o vereador entregou oficialmente, uma cópia da Lei Municipal 8.717, de sua autoria, que permite que enfermeiras obstetras contratadas pelas gestantes possam acompanhá-las durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto em maternidades públicas ou privadas.
Na reunião, o provedor explicou que o corpo diretivo da Santa Casa de Araçatuba já está discutindo, aspectos importantes sobre a aplicabilidade da Lei Municipal em relação às profissionais contratadas pelas gestantes para acompanhá-las e realizar procedimentos quando de partos naturais.
O vereador e as profissionais que participaram da reunião, também foram informados sobre a estrutura que o hospital já possui para oferecer às gestantes que optam e as que têm indicação para realização de partos naturais.
O Serviço de Obstetrícia da Santa Casa de Araçatuba mantém uma enfermeira obstetra por plantão, totalizando 6 profissionais especialistas. A quantidade de enfermeiras obstetras contratadas pelo hospital é considerada suficiente para atendimento da demanda de partos normais realizados no Centro Obstétrico e Maternidade do hospital.
Referência regional para gestantes de alto risco, a Santa Casa de Araçatuba registra alto índice de partos cesáreos, a maioria dos quais realizados em urgência e emergência, devido as peculiaridades e necessidades das gestações de alto risco.
Aprovação
A lei foi aprovada em sessão da Câmara Municipal ocorrida no dia 11 de dezembro do ano passado, e teve autoria de Alceu Batista (PSDB) e Wesley da Dialogue (Podemos).
De acordo com a propositura, a presença dessa profissional se dará durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto, se assim desejar a parturiente, e não substituirá a permanência de acompanhante.
“A assistência obstétrica brasileira é basicamente hospitalar e, nesse contexto, busca-se um atendimento individualizado e humanizado da gestante e do seu bebê, colocando-os como protagonistas do momento, para que tudo aconteça da melhor forma”, justificam os autores.
Na época, 12 vereadores foram favoráveis e apenas dois contrários.



