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sábado, maio 21, 2022

Pressionado por correligionários, Doria anuncia saída do governo e candidatura à presidência

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Depois de a quinta-feira começar com a informação de que João Doria desistiria de concorrer à presidência pelo PSDB, o governador de São Paulo fez discurso de despedida do cargo no Seminário Municipalista, realizado em São Paulo, e confirmou que disputará a presidência da República.

Durante o discurso, o governador se emocionou ao lembrar dos pais, voltou a fazer críticas aos seus futuros oponentes na eleição, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT), “entregou” o cargo de governador para Rodrigo Garcia (PSDB), pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, e confirmou que disputará as eleições presidenciais pelo PSDB.

“Quero dizer a vocês, sim, serei candidato a presidência da República pelo PSDB. Pelo PSDB. O nosso partido, o Partido da Social Democracia Brasileira, e juntos, ao lado de outros partidos valorosos de políticos e de pessoas que tem respeito pela democracia, pela vida e pelos cidadãos. Nós vamos vencer o populismo, vamos vencer a maldade, vamos vencer a diversidade, vamos vencer a corrupção, e juntos todos nós vamos ter um novo Brasil”, afirmou já na parte final de seu discurso. 

O Seminário Municipalista contou com a presença de 619 dos 645 prefeitos do estado, incluindo nomes da região, como o do prefeito Dilador Borges Damasceno (PSDB), de Araçatuba. 

No discurso, Doria também exaltou Rodrigo Garcia, que assume oficialmente o governo do estado a partir de amanhã, dia 2 de abril. Após se despedir do cargo durante discurso lido, o pré-candidato à presidência projeto uma possível eleição de Garcia para um novo mandato.

“Daqui para frente nosso trabalho continua em São Paulo pelas mãos experientes e competentes de Rodrigo Garcia, que a partir do próximo dia 2 será governador do estado de São Paulo e será reeleito governador do estado de São Paulo”, afirmou Doria.

Na manhã de quinta-feira (30) circulou a informação de que Doria renunciaria à pré-candidatura à presidência e ficaria no governo do estado por divergências internas no partido. Após ser pressionado por correligionários em reunião no Palácio dos Bandeirantes, Doria recuou e manteve o “plano” de renúncia e posterior candidatura ao Palácio do Planalto. 

Desistência

Se Doria não desistiu de concorrer à presidência, o ex-juiz Sérgio Moro anunciou na tarde desta quinta-feira (30) que não disputará a corrida presidencial.

Moro, que foi Ministro da Justiça nos primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro, deixou o seu antigo partido, o Podemos, do qual era filiado desde novembro do ano passado, e se filiou ao União Brasil, sigla que foi resultado da fusão entre PSL e DEM. 

A assessoria de imprensa de Moro não confirma qual cargo ele disputará nas próximas eleições, porém, segundo o secretário executivo do União Brasil, o ex-juiz mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo para concorrer ao cargo de deputado federal. 

Em comunicado nas redes sociais, Sérgio Moro afirmou que trocou de partido para “facilitar as negociações das forças políticas de centro democrático em busca de uma candidatura presidencial única”, diz a nota. 

 

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