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quarta-feira, agosto 10, 2022

Presidente do Siran avalia positivamente o Plano Safra 2022 apresentado pelo governo federal

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

“Todos nós, produtores rurais, estávamos na expectativa de saber qual montante de recursos viria no Plano Safra deste ano. Agora, devemos celebrar os esforços do Governo Federal em ter definido um plano maior do que o do ano passado, com toda a dificuldade econômica pela qual o mundo está passando”. O comentário é do presidente SIRAN, Thomas Rocco, para quem é fundamental que neste momento tanto o agricultor quanto o pecuarista façam bom uso das linhas de crédito, pois, com a crise de fertilizantes e de defensivos agrícolas, por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia (dois dos maiores produtores mundiais desses produtos), há especulação e os preços sobrem constantemente.

“É preciso relevar a possibilidade de antecipar as compras, seja para cana, soja, milho, sorgo ou insumos para a pecuária. De forma geral, o mais interessante para o produtor, é buscar, ao mesmo tempo, as taxas mais baixas e o prazo mais longo possível. Além disso, é preciso ficar de olho na possibilidade de investimento, pois existem linhas disponíveis com taxas atrativas para que ele consiga realizar investimentos e fazer com que isso vire dinheiro no bolso”, arremata Rocco.

Lançado recentemente, o Plano Safra 2022/2023 vai disponibilizar um total de R$ 340,88 bilhões em financiamentos para apoiar a produção agropecuária nacional até junho do ano que vem. O valor, segundo o Ministério da Agricultura, representa aumento de 36% em relação ao Plano Safra anterior, que disponibilizou R$ 251 bilhões a produtores rurais. Do total de recursos disponibilizados, R$ 246,28 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização, uma alta de 39% em relação ao ano anterior. Outros R$ 94,6 bilhões serão para investimentos, um incremento de 29%.

“Lançamos um plano safra capaz de atender aos diversos segmentos do agro e atento aos compromissos do governo e da sociedade de responsabilidade fiscal, um plano safra com valor muito expressivo, R$ 341 bilhões diante de R$ 252 na safra passada, e com taxas de juros compatíveis e inferiores às taxas de mercado, inferiores até à taxa Selic”, destacou o ministro Marcos Montes.

Os recursos com juros controlados somam R$ 195,7 bilhões e aqueles com juros livres totalizam R$ 145,18 bilhões. O montante de recursos equalizados, que é aquela parte dos juros que não é cobrada do tomador, cresceu 31%, chegando a R$ 115,8 bilhões na próxima safra, segundo o governo.

O novo Plano Safra também aumentou, de 50% para 70%, a possibilidade de uso dos recursos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). A LCA é um título de renda fixa emitido pelos bancos para financiar atividades agropecuárias. A expectativa, segundo o governo, é que a medida gere uma maior participação do mercado de finanças privadas do agro, com a expansão de títulos como a CPR, CDCA, CRA, além da LCA.

“Como sempre digo, o importante de fato é que cada produtor se planeje e coloque os números na ponta do lápis. Neste momento, gestão é tudo. Não é porque os juros estão baixos que devemos pegar dinheiro, nem deixar de fazer isso porque os juros estão altos.  O que manda é o cálculo e viabilidade de cada um”, finaliza Thomas Rocco.

 

 

 Pronaf e Pronamp

Os recursos para os pequenos produtores rurais, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), subiram 36%, totalizando R$ 53,61 bilhões, com juros de 5% ao ano (para produção de alimentos e produtos da sociobiodiversidade) e 6% ao ano (para os demais produtos).

Para o médio produtor, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), foram disponibilizados R$ 43,75 bilhões, um aumento de 28% em relação à safra passada, com juros de 8% ao ano. Os recursos disponibilizados no âmbito do Pronaf e do Pronamp são integralmente com taxas de juros controladas.

Para os demais produtores e cooperativas, o total disponibilizado é de R$ 243,4 bilhões, com taxas de juros de 12% ao ano. Os produtores rurais também podem optar pela contratação de financiamento de investimento a taxas de juros pós-fixadas.

 

Sustentabilidade

Neste ano, o Programa ABC, que financia a recuperação de áreas e de pastagens degradadas, a implantação de sistemas de integração lavoura-pecuária-florestas e a adoção de práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção dos recursos naturais, contará com R$ 6,19 bilhões. As taxas de juros serão de 7% ao ano para ações de recomposição de reserva legal e áreas de proteção permanente e de 8,5% para as demais.

Também foi criado o ABC+ Bioeconomia, que prevê investimentos em sistemas de exploração extrativista não madeireira, de produtos da sociobiodiversidade e ecologicamente sustentáveis. Outra novidade anunciada pelo governo é o financiamento de remineralizadores de solo (pó de rocha), que tem o potencial de reduzir a dependência dos fertilizantes importados.

 

 

 

O governo também anunciou R$ 1,95 bilhão para o programa Proirriga, que contempla o financiamento de todos os itens inerentes aos sistemas de irrigação, inclusive infraestrutura elétrica, reserva de água e equipamento para monitoramento da umidade no solo.

 

 

 

Tecnologias

 

 

 

Outra linha de financiamento do Plano Safra, o Inovagro, terá R$ 3,51 bilhões em recursos, com juros de 10,5% ao ano. A categoria disponibiliza financiamento para o incentivo à inovação tecnológica e para investimentos necessários para a adoção de boas práticas agropecuárias e de gestão da propriedade.

Entre os financiamentos previstos no Plano Safra 2022/2023 estão os investimentos relacionados a sistemas de conectividade no campo, softwares e licenças para gestão, monitoramento ou automação das atividades produtivas, além de sistemas para geração e distribuição de energia produzida a partir de fontes renováveis.

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