Diego Fernandes – Araçatuba
A prefeitura de Araçatuba vai verificar com a TUA (Transportes Urbanos Araçatuba) de que forma o serviço de transporte público seguirá na cidade após os vereadores não aprovarem a proposta de subvenção de R$ 500 mil enviada pelo Executivo para a Casa de Leis.
Em resposta a questionamento da reportagem do jornal O LIBERAL, a prefeitura lembrou que há um contrato em vigor para prestação do serviço com prazo até 2028, e que a prefeitura vai verificar junto à empresa as condições que poderão ser mantidas pela TUA na prestação do serviço.
Atualmente, a TUA mantém horários de circulação de segunda à sexta, das 5h50 às 23h20, aos sábados das 5h50 às 18h20 e aos domingos e feriados das 6h50 às 18h, sendo que em domingos e feriados mantém o transporte gratuito. De segunda à sábado, a taxa de cobrança pela passagem inteira é de R$ 5,30.
A empresa chegou a fazer propostas de subvenção maiores, ultrapassando os R$ 700 mil mensais, com promessa de troca de até dez ônibus da frota. Com a atual subvenção, de R$ 450 mil, aprovada em abril e que tem o seu último repasse em dezembro, foram comprados dois novos ônibus, segundo a empresa.
Votação
Em votação realizada durante a sessão ordinária da Câmara Municipal na última segunda-feira (8), o projeto de subvenção de R$ 500 mil à TUA, e que previa reajustes pela inflação até julho de 2028, foi rejeitado por 8 votos a 6 pelos vereadores.
Votaram contrários à subvenção os vereadores Damião Brito (Rede), Sol do Autismo (PL), Luciano Perdigão (PSD), Denílson Pichitelli (Republicanos), Ícaro Morales (Cidadania), João Moreira (PP), Luís Boatto (SD), e Gilberto Batata Mantovani (PSD).
Já os favoráveis foram os vereadores Fernando Fabris (PL), João Pedro Pugina (PL), Hideto Honda (PSD), Carlinhos do Terceiro (Republicanos) Rodrigo Atayde (PRTB) e Arlindo Araújo (SD).
Durante a votação, os vereadores favoráveis lembraram o prejuízo que pode ser causado à população caso a empresa não tenha condições financeiras de manter o serviço, e, em caso de rompimento, o prejuízo financeiro à prefeitura em uma contratação emergencial de outra empresa.
Já os parlamentares que foram contrários à subvenção reclamam de problemas apontados por usuários, como atrasos, veículos quebrados e questões envolvendo a acessibilidade, além da extensão do período do subsídio até o final do contrato.
Discussão longa
A discussão sobre a subvenção à TUA foi iniciada na sessão ordinária por volta das 0h da madrugada de terça-feira (9). Foi necessária a autorização do plenário para o prosseguimento da sessão, já que o regimento interno da Casa prevê que as reuniões parlamentares devem acabar até à 0h.
Ainda durante a discussão, a Presidente da Câmara, Edna Flor (Podemos), pediu a suspensão da sessão por alguns minutos para verificação da questão envolvendo o reajuste do subsídio proposto até 2028.
Por fim, diversos vereadores pediram verificação de votação e oito deles foram contrários ao pagamento da subvenção à empresa.

