Povo vai às ruas contra decisão do STF que libertou condenados em 2ª instância

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A decisão do Supremo Tribunal Federal barrando a prisão de condenados após segunda instância resultou na libertação de várias pessoas, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-deputado e ex-ministro José Dirceu, ex-governador de Minas Gerais e ex-senador, Eduardo Azeredo e empresários. Um dia após a libertação de Lula e outros condenados por corrupção, milhares de pessoas foram às ruas se manifestar contra a decisão do STF e pedir a volta da prisão após condenação em segunda instância. As manifestações ocorreram em dezenas de cidades de vários estados brasileiros. Em Araçatuba, a manifestação foi no final da tarde deste sábado, na esquina da Avenida Joaquim Pompeu de Toledo com a Rua Duque de Caxias.
Os atos contra a decisão do Supremo e cobrando a volta da prisão após a condenação em segunda instância, ocorreram de forma pacífica em dezenas de cidades. A maior aglomeração ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste sábado. O ato foi concentrado em dois pontos do mais importante centro empresarial do país. Um grupo maior foi para a frente do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Outro ficou na frente do Masp. O Movimento vem para a Rua assumiu a convocação para o ato.
Em Goiânia o ato foi concentrado em frente à Polícia Federal. Os manifestantes questionaram, principalmente, a soltura do ex-presidente Lula, ocorrida na sexta-feira (8), após o entendimento do STF. No Paraná foi registrados atos de protesto contra a decisão do STF e a soltura dos envolvidos em escândalos financeiros, como o ex-presidente Lula, em várias cidades, como Curitiba, Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu.

ARAÇATUBA
Em Araçatuba, pelo menos dois grupos fizeram a convocação para o manifesto: o partido Novo e o Direita Alta Noroeste. A concentração foi convocada para as 17 horas. No local, muitas pessoas vestindo camisa amarela e também laranja (Partido Novo). Além de faixas e cartazes, o grupo estava também com bandeiras do Brasil. Gritavam palavras de ordem como o fim da impunidade e a prisão de Lula.
Organizadores disseram à reportagem que outros atos podem ser organizados para os próximos dias. Entendem que somente com a mobilização da opinião pública será possível fazer o Congresso votar as propostas de emenda à constituição para garantir a prisão após a segunda instância. “Sem a pressão das ruas o Congresso vai se acomodar”, disse um integrante do partido Novo.

 

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