Diego Fernandes – Araçatuba
A população considerada idosa em Araçatuba, acima dos 65 anos, teve um crescimento de 54,6% no Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 2022 em relação ao Censo de 2010.
Os dados sobre a faixa etária da população foram divulgados na última sexta-feira pelo IBGE e foram compilados pela reportagem do jornal O LIBERAL.
Atualmente, a população acima de 65 anos em Araçatuba é de 27.474 pessoas, o que corresponde a 13,72% de toda a população da cidade, que é de 200.124 pessoas segundo os dados divulgados.
Em 2010, eram 17.762 idosos na cidade dentre os pouco mais de 181 mil habitantes, o que apresentava uma média de 9,7% da população.
A predominância da faixa etária acima dos 65 anos em Araçatuba, atualmente, é das mulheres, assim como no censo de 12 anos atrás.
Já em relação à população mais jovem entre 0 e 14 anos, houve decréscimo no número de pessoas, mesmo com o aumento de quase 19 mil habitantes em 12 anos.
Em 2010, o número de crianças e adolescentes até 14 anos na cidade era 33.857, o que representou 18,65% da população da época. Já em 2022, o censo apontou 33.743 pessoas nesta faixa etária, o que já é um número um pouco mais baixo em números absolutos, e fica ainda menos representativo levando em consideração que agora isso corresponde a 16,86% da população da cidade.
Nacional
Os dados de Araçatuba também foram observados nacionalmente, apontando que o aumento do número de idosos e a diminuição das crianças e dos adolescentes foi uma tendência nacional.
No Brasil, em 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais no país (22.169.101) chegou a 10,9% da população, com alta de 57,4% frente a 2010, quando esse contingente era de 14.081.477, ou 7,4% da população. É o que revelam os resultados do universo da população do Brasil desagregada por idade e sexo, do Censo Demográfico 2022.
O aumento da população de 65 anos ou mais em conjunto com a diminuição da parcela da população de até 14 anos no mesmo período, que passou de 24,1% para 19,8%, evidenciam o franco envelhecimento da população brasileira.
“Ao longo do tempo a base da pirâmide etária foi se estreitando devido à redução da fecundidade e dos nascimentos que ocorrem no Brasil. Essa mudança no formato da pirâmide etária passa a ser visível a partir dos anos 1990 e a pirâmide etária do Brasil perde, claramente, seu formato piramidal a partir de 2000. O que se observa ao longo dos anos, é redução da população jovem, com aumento da população em idade adulta e também do topo da pirâmide até 2022”, analisa a gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Izabel Marri.
Em 1980, o Brasil tinha 4,0% da população com 65 anos ou mais de idade. Os 10,9% alcançados em 2022 por essa parcela da população representa o maior percentual encontrado nos Censos Demográficos. No outro extremo da pirâmide etária, o percentual de crianças de até 14 anos de idade, que era de 38,2% em 1980, passou a 19,8% em 2022.
“Quando falamos de envelhecimento populacional, é exatamente a redução da proporção da população mais jovem em detrimento do aumento da população mais velha”, destaca.
A região Norte é a mais jovem do país, com 25,2% de sua população com até 14 anos, seguida pelo Nordeste, com 21,1%. As regiões Sudeste e Sul apresentam estruturas mais envelhecidas, com 18% e 18,2% de jovens de 0 a 14 anos, e as maiores proporções de idosos com 65 anos e mais (12,2% e 12,1%, respectivamente). O Centro-Oeste possui uma estrutura intermediária, com distribuição etária próxima da média do país.
“Podemos perceber que a queda da fecundidade ocorreu primeiramente no Sudeste e no Sul do Brasil, o que as faz as regiões mais envelhecidas, com menor proporção de jovens. A região Norte, embora também tenha registrado uma redução da fecundidade ao longo dos últimos anos em todos os estratos socioeconômicos, ainda se mantém a região proporcionalmente mais jovem. Também é na região Norte que observamos a menor proporção de pessoas adultas e idosas em relação às outras regiões”, pontua a gerente (Com informações do IBGE).



