PONTO DE VISTA

PANDEMIA E O MERCADO

Rodrigo Andolfato

Esta semana assistimos atônitos mais más notícias de empresas históricas de nossa cidade fechando. Uma delas trata-se de uma academia de ginástica de um grande amigo, que desde meus 16 anos, lá para os idos de 1992, fez parte de minha história de vida. Importante salientar ainda, que este empreendedor do fitness, quando este termo nem era usado, mudou a concepção de vida de uma cidade inteira em prol da beleza e da saúde.
Com seu jeitão divertido, transformava a tão extenuante ida à academia, num evento divertido. Transformou o habito de se exercitar num “footing” moderno, onde rapazes e moças se encontravam para criar novos namoros e relacionamentos. Como no livre no mercado, onde imperam a lei da oferta e da procura, alguns namoros por lá começavam e outros por conta de lá, terminavam.
Brincadeiras a parte, nosso querido dono de academia não se contentava em ter apenas um negócio. Como todo empreendedor nato, a vontade de fazer acontecer, de gerar empregos, de ganhar mais dinheiro, de colocar o nome em algo que traga dividendos a toda sociedade local, se fez mais alto.
Além de tocar seu negócio com a academia, ainda abriu uma loja para venda de equipamentos de ginástica e uma indústria de resfriadores de ambiente a base de água. Recordo-me bem, quando após algum tempo operando a indústria dos resfriadores nos encontramos para um bate-papo, onde ele, sem perder a alegria e o jeitão brincalhão, confessou as dores de ser industrial no país dos dicotômicos direitos para uns e deveres para outros. Isso foi no começo da crise monetarista criada nos governos petistas.
Alguns podem dizer que agora a crise é diferente, que se trata de efeitos, pura e simplesmente, causados pela pandemia e do seu consequente isolamento social. Sim, podemos dizer que muitos segmentos sofreram impactos fulminantes pela ruptura abrupta nas receitas. Mas a verdade inconteste é que a crise monetarista vivida pós governo petista no Brasil, ainda estava prestes a ser vivida no mundo.
A pandemia apareceu como a agulha que explode a bolha da crise econômica mundial, que tem o fundamento de seus problemas igual ao que causou a crise no Brasil petista. É claro que os governantes mundo afora propositadamente usaram a pandemia para piorar o cenário e assim justificar a existência do Estado. Fato é que a crise brasileira e a crise mundial vieram de um Estado gastador e benemerente, só que a benemerência feita com o dinheiro do empresário.
E é aqui que as histórias se juntam. Com a pandemia, e o fechamento de grande parte dos comércios mundo a fora, os empresários, que já vinham sendo sugado por um sistema de mercado regrado por um estado gastador e perdulário, se viram na obrigação de fechar seus negócios. E essa é a face mais triste de todo o problema, pois para cada empresário que fecha as portas, muitas famílias sofrem com o aumento do desemprego e com a desesperança.
A luz do fim do túnel vem de um ato simples. Mudar nossa concepção de certo e errado. De quem é o mocinho e de quem é o bandido. Precisamos tirar o Estado do cangote dos empresários urgentemente, e para isso, quer gostem quer não, parar com o assistencialismo promovido pelo estado, usando o dinheiro alheio para isso. Sem tal mudança de pensamento veremos muitos outros amigos fechar suas portas.

Rodrigo Andolfato é empresário da Construção Civil, membro do ilan – Ins-tituto Liberal da Alta Noroeste

 

Veja também

Central de Agendamento de teste Covid-19 será desativada

DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que devido ao …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *