PONTO DE VISTA

Só o Capitalismo salva

Rodrigo Andolfato

Essa semana comecei meu curso de mestrado em economia pela “OMMA Business School Madrid” para me capacitar cada vez mais e assim poder ajudar meus conterrâneos de Araçatuba e de toda região no que tange ao enriquecimento de todos. Sim meus leitores ENRIQUECIMENTO de todos. Todos economistas austríacos têm por certeza que a riqueza não se trata de alguma coisa de soma zero, onde de um lado alguém ganha e de outro alguém perde. Nada disso! Trata-se de um sistema de ganha-ganha efetivo. Obviamente que resultados desiguais acontecem, valorando mais o que o mercado esteja mais afeito a valorar.
Só para exemplificar esse fato do ganha-ganha vou contar rapidamente uma estória. Haviam dois sapateiros que produziam um par de sapato por dia cada um, que eram vendidos por 100 reais. Por conta da baixa produção eles vendiam todos os dias um par de sapato cada, e juntavam R$ 2.200,00 por mês. Esse dinheiro os faziam iguais, mas esse era o custo de vida de ambos, o que não os permitia nenhuma garantia de sobrevivência caso perdessem a habilidade de produzir seus sapatos.
No entanto o sapateiro A era muito bom em fazer solados e cadarços, mas era péssimo em fazer o corpo do sapato. Ele produzia 10 solados e 10 cadarços em um dia, mas só produzia um corpo do sapato por dia. Já o sapateiro B era ótimo em produzir corpos de sapato. Ele fazia 10 corpos de sapato por dia. Porém era péssimo em fazer cadarços e solados. Fazia apenas um solado e um par de cadarços por dia.
Um dia um empresário percebeu a destreza de ambos e propôs o seguinte acordo. Ele pagaria 200 reais para ambos, por dia, e esses produziriam não mais sapatos, mas aquilo que eles tinham facilidade de produzir. E deste modo o empreendedor começou a comercializar 10 sapatos por dia. Com isso ele se propôs a vender um pouco mais barato para competir com outros sapateiros da cidade. Começou a comercializar a R$ 80,00 cada par. Assim ele fazia R$ 800,00 por dia, faturando R$ 17.600,00 por mês nos 22 dias trabalhados. Os dois sapateiros que só conseguiam R$ 2.200,00 por mês, passaram a conseguir receber R$ 4.400,00 cada um. Com isso melhoraram de vida e conseguiram poupar para uma futura aposentadoria.
O dono do negócio ficava com um lucro de R$ 8.800,00 por mês. Até aqui nossa história aparenta uma felicidade sem fim. Com uma iniciativa empreendedora houve um ganha-ganha generalizado. Duplicamos a riqueza na vida dos dois sapateiros. Criamos um novo rico, que com sua visão empreendedora e sem medo dos riscos inerentes de todo processo, acumulou também riqueza para si. E ganhou a sociedade em geral, que passou a ter opções de escolha e sapatos mais baratos. Pessoas que andavam descalças por não conseguirem juntar 100 reais para esse tipo de gasto, passaram agora a poder comprar. Resumindo, um ganha-ganha generalizado.
Mas como a inveja é um dos maiores males da humanidade, os sapateiros que não haviam sido envolvidos no processo, liderados por um sapateiro chamado Carlos Máximo, também conhecido como Marx, que se achava um iluminado, começaram a plantar uma discórdia na cabeça dos dois sapateiros. Dizia ele que o empresário estava ganhando nas costas deles e que eles não precisavam do empresário para nada.
Com isso os dois sapateiros resolveram quebrar o acordo com o empreendedor, que por sua vez, propôs a outros dois sapateiros da cidade o mesmo negócio anterior e seguiu sua vida. Já os dois sapateiros resolveram empreender. Tentaram organizar o negócio como o antigo empreendedor fazia. Esqueceram-se, porém, que precisavam de tempo e estratégia de negócios. Ao tentarem organizar toda cadeia produtiva esqueceram-se de produzir. Conseguiram fazer algumas vendas em lojas, porém não conseguiram entregar os produtos. Houve discórdia entre os dois sapateiros, que quebraram o negócio e voltaram a produzir o que produziam antes da guinada de vida proporcionada pelo capitalismo. Com o tempo, entenderam que ganhar mais é muito bom, mesmos quando alguém esta ganhando contigo. E que a pobreza é muito pior que a desigualdade. E por fim entenderam que o tal Marx, nada mais era que um mandrião que não gostava de trabalhar e só fazia contenda para não parecer um perdedor já que não gostava da labuta.
Rodrigo Andolfato é empresário da Construção Civil, membro do ilan – Instituto Liberal da Alta Noroeste

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