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quarta-feira, maio 25, 2022

PONTO DE VISTA

TESOURO DIRETO

Pedro Barsalobre
Muitas pessoas já ouviram falar sobre o tesouro direto, mas não sabem como funciona. Em 2020 o Tesouro Direto atingiu a marca de 1.298.767 pessoas e em junho teve um aumento de 5,7% na base de investidores na comparação com o mês de maio.
O Tesouro Direto é um programa de investimentos oferecido pelo Governo Federal em parceria com a Bolsa. Com ele, o investidor pessoa física pode adquirir títulos da dívida federal, com risco mínimo e rendimento superior à poupança. Esses títulos podem ser prefixados, com um juro anual definido antes da aplicação, ou pós-fixados, com um juro fixo anual mais a variação de um indexador, como o IPCA ou a Selic. O IPCA designa o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que é considerado como a inflação oficial do país. Já a SELIC são os juros básicos da economia, definidos pelo Banco Central para controlar o crédito e domar a inflação ou impulsionar a economia.
Primeiro, é preciso entender que os títulos negociados no Tesouro Direto são papéis da dívida do governo federal, que emite títulos do Tesouro para financiar suas operações. Ou seja, colocar dinheiro no Tesouro Direto significa emprestar esse valor ao governo. Mas, para emprestar dinheiro ao governo (ou para qualquer um), você precisa ser recompensado. No Tesouro Direto, esse pagamento ocorre através dos juros, que podem ser prefixados ou pós-fixados. Os prefixados têm os juros anuais definidos antes da compra e os pós-fixados usam um indexador, seja a Selic ou o IPCA. Nesse caso, você não sabe exatamente quanto seu investimento vai render. Pode ser, por exemplo, a variação da Selic mais um pequeno percentual ou o IPCA mais 5% de juros ao ano.
Mas, qual delas é melhor? Qual o rendimento da poupança? Em tempos de juros baixos, escolher o investimento certo faz toda a diferença, principalmente a médio e longo prazo. Ao decidir entre poupança ou Tesouro Direto, a primeira coisa que você precisa saber é que deixar o seu dinheiro na poupança é o mesmo que deixá-lo embaixo do colchão. Então, o ideal é procurar por opções mais rentáveis, como o Tesouro Direto. Além de render mais, vamos mostrar que ele é um grande aliado na formação de patrimônio. A poupança é um dos piores investimentos da renda fixa por causa do seu rendimento. Apesar disso, a caderneta continua como a aplicação queridinha pelos brasileiros. Isso acontece porque existe falta de conhecimento e insegurança. Aplicar na poupança é uma questão cultural, mas que precisa ser mudada.
Muitas pessoas acreditam que a poupança é o investimento mais seguro que existe. Isso é um mito. Na verdade, o Tesouro Direto é que possui essa atribuição. Um exemplo claro foi durante o governo Collor, em que todos os depósitos das cadernetas foram bloqueados e muitos perderam o que tinham investido. No Tesouro Direto, não há esse risco, pois ele é emitido pelo governo, ou seja, o título público é um investimento soberano.
Se você quer fazer o seu dinheiro render de verdade, o Tesouro Direto pode ser um grande aliado. Enquanto a poupança tende a trazer ganhos reais cada vez mais magros e, até mesmo, perder para a inflação.
Pedro Barsalobre é formado em Marketing e Pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV. Possui certificação ANCORD de Agente Autônomo de Investimentos. Trabalhou por 10 anos em uma Instituição Financeira de grande porte e fundou a Arassá Investimentos em 2018 com mais dois sócios. Hoje é Assessor de Investimentos e Sócio Fundador na Arassá Investimentos, escritório credenciado à XP Investimentos.

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