Home Cidades Araçatuba PONTO DE VISTA

PONTO DE VISTA

6 minutos de leitura
Compartilhe esta notícia!

DRIBLANDO A CRISE

RODRIGO ANDOLFATO

Primeiramente devo iniciar este artigo explicando que o mesmo não se trata de uma apologia à sonegação. Por mais que tenha plena certeza de que imposto é roubo, eu não seria besta de vir aqui e incentivar as pessoas a se defenderem do estado, tanto quanto possível.
Fato é que o estado tolhe, de todo cidadão, parte da riqueza que eles produzem através de seu trabalho, e que jamais tal riqueza é retirada de uma empresa. Os impostos são pagos por pessoas físicas, e jamais por pessoas jurídicas. Quando uma empresa atribui um preço a sua mercadoria, já estão embutidos nestes preços uma grande carga de impostos que o cliente normalmente não vê. Por essa razão dizemos que a personalidade jurídica não paga impostos e é somente uma coletora dos mesmos.
Pode acontecer de a carga tributária ser tão alta que os preços de um determinado produto, para ser lucrativo, seja impraticável. Isso fará com que os preços estipulados pelo empresário não permitam a venda de seus produtos na prateleira, e com isso o empresário diminua todo seu ganho e até aufira prejuízos. De qualquer forma, foi ainda o empresário, e não a empresa, que teve sua riqueza extorquida pelo estado.
O fato importante disso tudo é sabermos que somos todos extorquidos. Tal situação de quadrilha expropriatória, permitiu por décadas o crescimento exponencial deste paquiderme, que atualmente apresenta um custo de manutenção insustentável. Assim sendo, numa crise como a que estamos vivendo, só haverá uma maneira de salvarmos a sociedade de forma geral. Quebrando o estado!
Sim leitores! Num momento de guerra, para ver quem sobreviverá, só haverá vencedores e vencidos, e nada mais além disso. Por essa razão, a única saída plausível para a sociedade é fazer girar a riqueza o mais próximo de si. Comprando de supermercados locais, por exemplo, e não de grandes lojas de varejo que levam seus lucros para longe do ponto de venda, a riqueza gerada pelo negócio tem grande chance de ser reinvestida no local de origem.
Mas além disso, toda vez que você compra de um verdureiro informal, ou de um padeiro informal, ou de qualquer comerciante informal, você tem grande chance de estar contribuindo para a sonegação fiscal. Fazendo com que toda transação comercial seja mantida como riqueza nas mãos do povo trabalhador e não indo parar nas mãos do estado. Deste modo você com certeza estará contribuindo para o fim dessa quadrilha chamada estado, que colocou toda população mundial na condição atual de iminência de bancarrota.
Fato é que as grandes empresas, para se manter funcionando, precisam de certidões negativas de débito com o estado, e não podem ser sonegadoras. É por essa razão que o mercado se abrirá efetivamente para os pequenos empreendedores, que de forma mais ágil, aprenderão o valor da informalidade. Informalidade essa que deverá contemplar até o “homeoffice”, diminuindo os custos operacionais de aluguel, e onde os negócios estarão escondidos nas próprias residências, onde nem alvarás nem fiscais poderão perturbar.
Por essa razão, escrevo sem medo, a única solução para salvarmos nossa sociedade moderna é através da informalidade, que “felizmente ou infelizmente” acaba por sonegar a parte do sócio mais cruel de um negócio, o estado, que divide as receitas, mas jamais os prejuízos.

Rodrigo Andolfato é empresário da Construção Civil, membro do ilan – Instituto Liberal da Alta Noroeste


Compartilhe esta notícia!