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Araçatuba
quarta-feira, maio 25, 2022

PONTO DE VISTA

A economia a gente vê depois

Rodrigo Andolfato

Essa foi a celebre frase que muitos políticos no Brasil, e mundo afora, bradaram aos quatro cantos lá em março de 2020, no inicio do frenesi chamado Pandemia do COVID. Naquela época poucas pessoas, como eu, sabiam que com economia não se brinca, nem se menospreza seus efeitos de longo prazo. Por essa razão, já em abril de 2020, fiz um chamamento nas redes sociais para que comerciantes, donos de bares e restaurantes, prestadores de serviços e toda cadeia do setor produtivo da economia, saíssem as ruas em sinal de protesto pelo Lockdown proposto por governadores.
É importante lembrar que o presidente do país foi o único político prudente desde aquela época, concordando com os economistas austríacos. Ele se mostrou preocupado com a onda gigantesca de pobreza que viria no futuro próximo com a paralisação econômica. Pobreza essa que coloca o ser humano em condições de risco de morte, em taxas muito maiores que o tal vírus chinês apresenta.
Quero inicialmente colocar aqui que não sou nem negacionista, nem tampouco insensível à dor daqueles que perderam entes queridos para a doença vinda do país comunista. Importante deixar claro que a doença saiu do país que mais rentabilizou em cima dela, vendendo desde respiradores, até as atuais vacinas. Mas fato é que sinto muito mesmo por todos que sofreram com as perdas por conta da doença. Nunca fui insensível a isso. No entanto, eu já sabia exatamente o que significaria uma atitude insustentável proposta por governadores inescrupulosos. A FOME.
Sim amigos leitores, no domingo passado, a outrora poderosa Rede Globo, apresentou uma matéria no Fantástico que trazia a questão da FOME e da POBREZA. Obviamente que para não dar a mão à palmatória, a tal emissora resolveu culpar o governo federal pela situação, acusando o fim do AUXÍLIO EMERGENCIAL como a consequência do problema.
Mentira das boas. Todos sabem que SEM a geração de riqueza pelo setor privado NÃO HÁ geração de recursos para manter nem o estado nem o povo dependente dele. Qualquer pessoa com mais de dois neurônios, ou que não esteja mal-intencionada, tem ciência que o Auxílio Emergencial foi uma saída paliativa momentânea para se entender o tamanho do problema.
Mesmo tendo adotado tal medida assistencialista, o governo federal tinha ciência que o remédio traria consequências dramáticas no valor da moeda. E que essas consequências deixariam o povo que recebeu o auxílio mais pobre ao final do processo. Mas o que o presidente poderia fazer? Se ele nada fizesse naquele momento, e isto era o certo a se fazer, o povo o taxaria de incompetente.
Outro fato importante sobre o Lockdown proposto pelos governadores vem da intenção dos mesmos. Todos sabem que os Estado estão em situação fiscal muito crítica. E nada melhor que uma crise sanitária para desviar o foco da má administração pública. Mas fato é que o tempo é senhor da razão. Estamos alcançando em quase um ano de crise a marca de 225 mil mortes no Brasil, que apresenta 209,5 milhões de habitantes. Isto significa 0,11% de taxa de mortalidade. Por mais que os números sejam aterrorizantes em seu valor absoluto, esta taxa de mortalidade jamais justificaria qualquer ação que trará consequências muito maiores que essa.
O que as pessoas precisam entender é exatamente o que foi mostrado no Fantástico da Rede Globo. Muitas famílias passando fome sem ter o que comer. E todos sabem que num país onde seu povo passa fome a convulsão social é questão de tempo. E convulsão social gerará mais mortes do que o que vimos até agora. Fora que quando um povo passa a roubar, mesmo que para matar a fome, seu caráter fica corrompido e a justiça fica relativizada. A sociedade se perde!
Quero lembrar que em 2020 clamei ao povo que saísse às ruas e lutasse por seu direito de produzir e não morrer de fome. Fui atacado, difamado, e até denunciado pela Prefeitura Municipal de Araçatuba por tal fato. Inclusive estarei indo ser ouvido como denunciado na Delegacia de Policia terça-feira agora. Mas quero dizer que sempre lutarei por aquilo que acredito e pela sociedade que sonho para o futuro de nossos filhos. Não temerei os políticos profissionais que só se preocupam com seus salários no final do mês, os quais nunca deixaram de ser pagos. Por isso eu clamo a ti, povo brasileiro: Saiam às ruas, abram seus comércios, lutem por sua liberdade. Quando as leis são injustas, somente a desobediência civil é cabível!

Rodrigo Andolfato é empresário da Construção Civil, membro do ilan – Instituto Liberal da Alta Noroeste

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