MORTE - Água verde e muitos peixes mortos na manhã dessa segunda-feira ANTONIO CRISPIM

Pescadores relatam ocorrência de mortes de peixes no Rio Tietê

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Periodicamente pescadores ou frequentadores de ranchos às margens do Rio Tietê, em Araçatuba e cidades vizinhas, relatam alteração na cor da água e a morte de várias espécies de peixes. A presença de algas pode estar causando a mudança na cor e a morte dos peixes. Um biólogo ouvido pela reportagem, mas que preferiu que o nome não fosse divulgado porque não esteve no local para análise mais criteriosa da situação, disse que quadro evidencia baixa oxigenação da água. Mas isso só é possível ser confirmado mediante análises técnicas.
Há muito tempo o Rio Tietê vem apresentando quadro de alteração da água. Há momentos que indicam como causa a poluição na região metropolitana de São Paulo e que acaba criando condições favoráveis para microrganismos. Em outros é resultado de fertilizantes levados para o rio pelas águas pluviais. O Rio Tietê vem sofrendo há muito tempo com a degradação e as algas estão proliferando e comprometendo a qualidade da água em vários pontos.
Nos últimos quatro anos foram registradas mortes de peixe em grande escala em Salto, Salles, Buritama e outras cidades. Já as algas são registradas em vários pontos e em algumas cidades, chegam a comprometer o turismo.
Em Araçatuba a situação não é diferente. A empresária Geni Belmonte já encaminhou à redação várias fotos da mudança da coloração da água do rio e da morte de peixes. Nessa segunda-feira foi um pescador que alertou a reportagem. Ele disse que estava no porto e viu muitos peixes mortos. A reportagem esteve no local. O rio está baixo, apresenta cor verde e havia peixes mortos. Outro pescador que estava no porto disse que está se tornando rotina encontrar peixes mortes à margem do rio em diferentes pontos.

RESERVATÓRIO
Levantamento feito pela reportagem mostra que em agosto de 2019, o reservatório de Três Irmãos estava com nível acima de 327 metros. Caiu para 326 em agosto de 2020 e agora está em 325 metros. O volume útil do reservatório estava em 77,60% em 2019, 62,16% em 2020 e agora está em 40,19%. A redução do volume reflete também na qualidade da água e isso pode estar causando a morte de peixes em diferentes pontos.

REGISTRO – Marcas no pilares do porto mostram a redução do nível do reservatório
ANTONIO CRISPIM

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