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quarta-feira, maio 18, 2022

Operações na Hidrovia Tietê-Paraná são retomadas, mas ainda de forma precária

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

O Departamento Hidroviário de São Paulo, que administra a Hidrovia Tietê-Paraná, informou que as operações foram retomadas nessa terça-feira (15). As operações na hidrovia estavam suspensas desde o dia 31 de agosto devido à estiagem e consequente queda no nível dos rios.  “A retomada acontece de forma gradativa, com calado inicial de 2,40m, e a previsão é que atinja a forma plena até o final do mês de março”, informou a secretaria por meio de nota.

Segundo a secretaria, o trecho mais atingido por conta da falta de chuva na região, desde agosto do ano passado, foi o do pedral de Nova Avanhandava, em Buritama — entre Pederneiras (SP) e São Simão (GO), e por onde normalmente são escoadas as produções agrícolas para os reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira.

“Temos no estado um corredor logístico de commodities que engrossa o PIB brasileiro, e leva mais emprego e renda para as populações de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Além dos ganhos regionais, o transporte hidroviário é cerca de 30% mais barato se comparado ao ferroviário e 50% mais em conta em relação ao rodoviário. A hidrovia tem sido uma prioridade dessa gestão, com investimentos em obras e em novas tecnologias que estão ampliando a capacidade de transporte em toda a sua extensão”, completa a nota.

“Com essa retomada, vamos fazer com que toda a capacidade de movimentação de carga do agronegócio, que vinha crescendo significativamente em São Paulo, volte a ter um bom desempenho. Isso é fundamental para a economia do país, proporciona o desenvolvimento econômico, gera renda e empregos”, afirma João Octaviano Machado Neto, secretário estadual de Logística e Transportes.

Para o diretor geral do Departamento Hidroviário (DH), José Manoel de Oliveira Reis, inicialmente, será possível navegar com calado (distância entre a ponta do casco e o nível da água) de 2,40m. “Progressivamente vai aumentar até 31 de março, quando será possível navegar com o calado normal de 2,70m”, disse.

Segundo Luizio Rizzo Rocha, presidente do Sindasp (Sindicato dos Armadores de Navegação Fluvial do Estado de São Paulo), a navegação será feita com onda de vazão, que é o aproveitamento da água que passa pela usina. Luizio Rocha disse que a navegação neste trecho será possível das 12 às 20 horas.

A decisão de liberar a Hidrovia Tietê-Paraná foi tomada após reunião entre representantes do DH, órgão vinculado à Secretaria, da SIMA (Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo), do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), do Ministério da Infraestrutura e da Casa Civil da Presidência da República.

A hidrovia Tietê-Paraná chegou a ter 10 comboios operando, de um total de 24 que funcionavam de janeiro a maio de 2021. Crises hídricas como a que estamos superando afetam diretamente o transporte da produção agrícola do Brasil. “É por isto que a Secretaria de Logística e Transportes entende que é importantíssimo mudar a matriz energética do país para diminuir a dependência das hidroelétricas”, emenda João Octaviano.

 

TRECHO PAULISTA

Pela hidrovia são escoadas as produções agrícolas para os reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira com destino a São Simão (e vice-versa). Dos 2.400 km de extensão de toda a hidrovia Tietê-Paraná, 800 km estão no Estado de São Paulo.

O Governo de SP, por meio do Departamento Hidroviário, tem investido na hidrovia com o objetivo de ampliar os canais de navegação e dar mais agilidade no transporte de cargas. Insistiu ainda nas tratativas com o ONS e outros órgãos envolvidos para garantir a retomada da navegação na hidrovia o mais rápido possível.

O transporte de cargas por hidrovia representa um importante ganho ambiental, já que cada comboio transporta em cargas o equivalente a 200 carretas pelas rodovias, o que representa uma diminuição significativa na emissão de gás poluente.

 

A3 USINA HIDROVIA

REDUZIDO – Devido ao pedral de Nova Avanhandava, navegação será com calado de 2,40 metros

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