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Operação da Polícia Civil e Gaeco prende 17 pessoas na região

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Na manhã dessa terça-feira (29) a Polícia Civil de São Paulo e o Gaeco (rupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo desenvolveram a Operação Raio-X em investigação que apura desvio de dinheiro na área da saúde. Foram mais de 200 mandados de busca e apreensão prisão temporária. Foram presas 17 pessoas incluindo médicos, vereador, secretário municipal de saúde e pessoas ligadas à Organização Social de Saúde Santa Casa de Birigui. A mesma operação foi desenvolvida como no me de SOS, pela Polícia Federal, no estado do Pará, prendendo dois secretários de Estado e um assessor do governador Helder Barbalho.

Na região o trabalho foi coordenado pela Delegacia Seccional de Polícia de Araçatuba e os mandados foram expedidos pelas Comarcas de Penápolis e Birigui. Nestas duas cidades foram cumpridos dezenas de mandados, com apreensão de veículos, documentos, equipamentos e dinheiro.

As prisões e as buscas ocorreram em dezenas de município do Estado de São Paulo e em municípios dos estados do Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Para o cumprimento dos mandados foram convocados 520 policiais civis de todo Estado, 130 viaturas policiais e dois helicópteros da Policia Civil. Por parte do MPSP, 30 Promotores de Justiça e 10 Agentes de Promotoria também participaram da operação. Também cooperaram 200 policiais civis de outros estados e a Polícia Federal no estado do Pará.

PF detém secretários de Barbalho

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (29), temporariamente, dois secretários de governo do Pará e um assessor do governador Helder Barbalho. Os agentes também realizaram buscas e recolheram documentos no gabinete do governador.

Os secretários estaduais detidos são Parsifal de Jesus Pontes, de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, e Antonio de Pádua, de Transportes. O assessor de Barbalho é Leonardo Maia Nascimento. Outros mandados de prisão temporária e preventiva continuam sendo executados no Pará e no estado de São Paulo.

Em nota, a PF informou que a chamada Operação S.O.S é resultado de uma investigação que apura a suspeita de desvio de recursos públicos na área da Saúde. Segundo a PF, o desvio teria ocorrido entre agosto de 2019 e maio de 2020, por meio da contratação, pelo governo estadual, de organizações sociais (oscips) que assumiram a gestão de unidades hospitalares, entre elas os hospitais de campanha montados em regime de urgência devido à pandemia da covid-19.

Ao menos doze contratos que o governo do Pará assinou com as organizações ligadas aos investigados estão sob suspeita. Somados, estes contratos ultrapassam o valor de R$ 1,28 bilhão. Além de ocupantes de cargo de confiança do governo paraense, há, entre os suspeitos, empresários e operadores financeiros. O próprio governador, segundo nota da PF, Helder Barbalho, é alvo da investigação – embora não seja alvo de mandado de prisão. “Os investigados são empresários, o operador financeiro do grupo, integrantes da cúpula do governo do Pará, além do próprio Chefe do Poder Executivo Estadual.”

No Pará, a ação foi autorizada pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que expediu 12 mandados judiciais de prisão temporária e 41 de busca e apreensão.

A operação ocorre também em São Paulo, onde as Varas de Justiça de Birigui e de Penápolis concederam outros 64 mandados de prisão temporária e 237 de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos com o apoio da Polícia Civil. Além disso, ao menos um mandado está sendo cumprido em Goiânia.

Se a suspeita de crimes contra os cofres públicos for comprovada, os envolvidos responderão por fraude em licitações; falsidade ideológica; peculato; corrupção passiva; corrupção ativa; lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em nota, o governo estadual se limitou a comentar que apoia qualquer investigação cujo objetivo seja proteger o dinheiro público. Procurado pela Agência Brasil, o governador Helder Barbalho ainda não se pronunciou sobre a ação policial.

Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com os advogados dos secretários e do assessor detidos nesta manhã.


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