AOS POUCOS - Após praticamente um ano sem alunos, salas de aula poderão voltar a receber parte dos estudantes com medida governamental

Novo decreto de Doria não muda retorno das aulas em escolas municipais e particulares

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

O governador João Doria (PSDB) suspendeu, ontem, a obrigatoriedade do retorno presencial de todas as redes (estadual, municipal e privada) no Estado. Com a medida, a presença dos estudantes para as aulas escolas será opcional em regiões que estiverem nas fases vermelha e laranja, as mais restritivas do Plano São Paulo.

A decisão, no entanto, não afeta o que já havia sido decidido sobre o retorno nos estabelecimentos de ensino municipais e particulares da região. O Estado alterou de 1º para 8 de fevereiro a volta às aulas, mas esta já era a data definida pela rede municipal em Araçatuba. “Então, segue sem alteração”, explicou, nessa sexta-feira, a secretária municipal de Educação, Silvana de Souza e Sousa.

Como o retorno presencial passa a ser opcional, o modelo já estabelecido na cidade, chamado de “híbrido”, no qual parte dos alunos assiste às aulas em casa e outra de forma remota, também não sofrerá alterações.

Na semana passada, o município decidiu que instituições de ensino em Araçatuba, públicas ou privadas, poderão receber até 50% dos alunos na volta às aulas. No modelo híbrido, a frequência será por rodízio semanal com o escalonamento dos alunos definido pelas escolas. De acordo com a administração municipal, os pais deverão ser amplamente avisados de qual semana o filho está escalado para a participação das aulas presenciais.

Dessa forma, há escolas da rede privada com retorno agendado já para a semana que vem nesse formato, segundo apurou a reportagem de O LIBERAL REGIONAL. Em comunicados distribuídos aos pais, essas escolas reforçaram a obrigatoriedade do uso de máscara de tecido (os alunos devem levar, no mínimo, três), aferimento da temperatura corporal na entrada durante a permanência no colégio, lavagem das mãos em água corrente enquanto estiverem no colégio, higienização das mãos com álcool gel (70%) e trazer o próprio copo ou garrafa para tomar água.

MOTIVO

Em entrevista, ontem, no Palácio dos Bandeirantes, Doria explicou que, justamente por causa do crescimento da pandemia do novo coronavírus, a Secretaria Estadual de Educação decidiu suspender a obrigatoriedade da presença física dos alunos, conforme estava planejada anteriormente, em sala de aula nas fases laranja e vermelha.

A medida altera o previsto na deliberação do Conselho Estadual da Educação, homologada nesta semana, sobre a obrigatoriedade de que pelo menos 1/3 das aulas deveriam ser cursadas em formato presencial. Agora, esta obrigatoriedade se aplica apenas às fases amarela e verde.

“Educação continua sendo prioridade e atividade essencial. Nossas escolas estarão abertas para dar todas as informações às famílias a partir de 1º de fevereiro. E com aulas para nossos estudantes da rede estadual a partir de 8 de fevereiro. Já as redes municipais e privadas podem manter seus calendários”, enfatizou o secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares. Novas orientações poderão ser expedidas pelo Conselho Estadual da Educação, a depender da evolução da pandemia, bem como medidas que venham a ser adotadas pelas autoridades da Saúde.

 

 

 

Governo decide percentual de alunos presentes no Estado

 

Conforme Doria, o retorno das aulas na rede estadual ocorre a partir do dia 8 de fevereiro.

Nas duas primeiras semanas, as escolas da rede estadual receberão até 35% de sua capacidade de alunos por dia. Após esse período, se uma região estiver na fase vermelha ou laranja do Plano São Paulo, as escolas poderão receber diariamente até 35% dos alunos matriculados. Na fase amarela, elas ficam autorizadas a atender até 70% dos estudantes; e na fase verde, até 100%. Os protocolos sanitários devem ser cumpridos em todas as fases.

Já as instituições de ensino superior poderão funcionar na fase amarela com até 35% das matrículas, e na fase verde, com até 70%. Nas etapas vermelha e laranja, elas não estão autorizadas a funcionar. Cursos superiores específicos da área médica têm o retorno presencial autorizado em todas as fases do Plano São Paulo.

Para a retomada, a Secretaria de Estado da Educação adquiriu e distribuiu aos estudantes e aos servidores 12 milhões de máscaras de tecido, mais de 440 mil face shields (protetor facial de acrílico), 10.740 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel, 100 milhões de rolos de papel toalha e 1,8 milhão de rolos de papel higiênico.

 

 


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