Diego Fernandes – Araçatuba
Em meio ao aumento de casos de dengue em todo o Brasil, Araçatuba chegou ao número redondo de 100 casos confirmados da doença neste ano. Os dados foram confirmados pela Vigilância Epidemiológica de Araçatuba na última sexta-feira (1), e correspondem aos dois primeiros meses de 2024.
Segundo os dados, foram 24 casos em janeiro e outros 76 em fevereiro. Com ainda há diversos casos em investigação, os números podem subir nas próximas divulgações. No ano passado, nos dois primeiros meses do ano, Araçatuba teve 143 casos da doença. Não houve mortes pela doença na cidade neste ano até o momento.
Baseados nos dados da vigilância, a reportagem do jornal O LIBERAL fez o levantamento dos bairros mais atingidos pela doença em 2024.
O Nova York, na zona sul de Araçatuba, é que mais registrou casos de dengue até aqui, com oito ocorrências neste ano. Na sequência, os bairros Concórdia, na zona leste, e Centro, foram os que apresentaram o maior número de casos, com seis em cada um.
No levantamento ainda aparece a Vila Mendonça, com cinco casos; além de Hilda Mandarino, Morada dos Nobres e Umuarama, todos com quatro casos; Dona Amélia, Icaray, Santana, Casa Nova, Ipanema e Alvorada, com três cada.
Com dois casos aparecem os bairros Saudade, Vilela, Clóvis Picolotto, Vila Estádio, Jardim Universo, Santo Antônio, Guanabara, Vila Bandeirante, Monterrey e Vila São Paulo. Com um caso aparecem Vila Carvalho, São João, Vila São Paulo, Claudionor Cinti, Aviação, Esplanada, Parque Baguaçu, São Joaquim, José Saran, Vila Nova, Palmeiras, Industrial, São Rafael, Paraíso, Turrini, Jardim Moreira, Santa Luzia, Monte Carlo, TV, Vila Carvalho, Iporã, Sumaré, Moradas, Vista Verde e Toyokazu Kawata. As demais localidades ainda não tiveram casos.
Brasil
Segundo o Ministério da Saúde, desde o início do ano, o Brasil registrou 1.038.475 casos prováveis de dengue e 258 mortes confirmadas pela doença. Outros 651 óbitos estão em investigação. O coeficiente de incidência da dengue no país neste momento é de 511,4 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses
No ano passado, foram registrados 1.530.940 casos prováveis no país, com um coeficiente de incidência de 753,9 casos por 100 mil habitantes, o que representa um aumento de 16,5% em comparação com o ano anterior.
Dicas para evitar a dengue
Manter a higiene dos locais e evitar a água parada é a melhor forma, por isso é fundamental e essencial a participação consciente e diária de toda a população.
Não deixe água parada, destruindo os locais onde o mosquito nasce e se desenvolve, evita sua procriação.
Deixe sempre bem tampados e lave com bucha e sabão as paredes internas de caixas d’água, poços, cacimbas, tambores de água ou tonéis, cisternas, jarras e filtros
Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas e xaxins. Coloque areia fina até a borda do pratinho.
Plantas que possam acumular água devem ser tratadas com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas.
Não junte vasilhas e utensílios que possam acumular água (tampinha de garrafa, casca de ovo, latinha, saquinho plástico de cigarro, embalagem plástica e de vidro, copo descartável etc.) e guarde garrafas vazias de cabeça para baixo.
Entregue pneus velhos ao serviço de limpeza urbana, caso precise mantê-los, guarde em local coberto.
Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechado. Em banheiros pouco usados, dê descarga pelo menos uma vez por semana.
Retire sempre a água acumulada da bandeja externa da geladeira e lave com água e sabão.
Sempre que for trocar o garrafão de água mineral, lave bem o suporte no qual a água fica acumulada.
Mantenha sempre limpo: lagos, cascatas e espelhos d’água decorativos. Crie peixes nesses locais, eles se alimentam das larvas dos mosquitos
Lave e troque a água dos bebedouros de aves e animais no mínimo uma vez por semana.
Limpe frequentemente as calhas e a laje das casas, coloque areia nos cacos de vidro no muro que possam acumular água.
Mantenha a água da piscina sempre tratada com cloro e limpe-a uma vez por semana. Se não for usá-la, evite cobrir com lonas ou plásticos.
Mantenha o quintal limpo, recolhendo o lixo e detritos em volta das casas, limpando os latões e mantendo as lixeiras tampadas. Não jogue lixo em terrenos baldios, construções e praças. Chame a limpeza urbana quando necessário.
Permita sempre o acesso do agente de controle de zoonoses em sua residência ou estabelecimento comercial.

