No Dia Mundial do Rim, Santa Casa desenvolve ação para despertar atenção da sociedade

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ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

O Dia Mundial do Rim (DMR), que este ano está sendo comemorado nesta quinta-feira (12), foi instituído pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN). O objetivo é reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo. O tema central é “Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina”. A partir das 9 horas de hoje, a Santa Casa desenvolverá algumas ações parta chamar a atenção da sociedade para o problema, que é silencioso. Segundo o médico nefrologista Guilherme Ugino, aproximadamente 65% dos pacientes que fazem tratamento em Araçatuba têm problemas de hipertensão arterial, diabetes ou ambas.
O doutor Guilherme Ugino explicou que no Brasil, 35% são hipertensos e 30% diabéticos. Já a média mundial é de 30% de hipertensos e 35% diabéticos. Mas o Brasil caminha para seguir a tendência mundial. Outro problema grave e silencioso é o comprometimento dos rins por meio medicamentoso. O médico disse que os chamados “nefrotóxicos” são um risco. “As pessoas compram com facilidade os anti inflamatórios, que são bons para tirar a dor do momento, mas cujo uso prolongado causa sérios danos aos rins”, explicou o nefrologista.
Para o especialista, a melhor maneira de proteger os rins é manter uma vida saudável, preocupando-se sempre com a pressão arterial e com a diabetes. Muitas vezes quando essas doenças são diagnosticadas, já causaram sérios danos aos rins.
A DOENÇA
A Doença Renal Crônica é a diminuição lenta e progressiva (durante meses ou anos) da capacidade dos rins de filtrar os resíduos metabólicos do sangue. No caso dos diabéticos, a insuficiência renal é chamada de nefropatia diabética e resulta da longa exposição dos rins à glicemia elevada.
Os rins tanto podem ser vítimas quanto causadores da hipertensão arterial. Quando não tratada ou tratada de maneira inadequada, a hipertensão pode lesar vasos renais provocando a perda progressiva da função excretora dos rins. Por outro lado, se por fatores genéticos, níveis elevados de colesterol e hábitos nocivos à saúde como, o tabagismo por exemplo, os rins funcionam mal e não conseguem remover a quantidade adequada de sal e água do organismo esse volume no corpo aumentará e a pressão arterial.
“O tratamento adequado dessas doenças e exames clínicos regulares para monitorar a creatinina (principal indicador de infecção nos rins e insuficiência renal) são essenciais aos pacientes desses grupos”, explica o nefrologista Guilherme Ugino, da equipe médica do Hospital do Rim, ao destacar que o diagnóstico precoce e o tratamento imediato são importantes para a qualidade de vida dos pacientes renais crônicos.
O nefrologista alerta que em todos os casos de comorbidade, o comprometimento renal ocorre lenta e silenciosamente, sem sintomas ou sinais que indiquem que Doença Renal Crônica está em curso.

HEMODIÁLISE
O avanço destas doenças crônicas, e o aumento da expectativa de vida da população dos 40 municípios que têm a Santa Casa de Araçatuba como referência de tratamentos de alta complexidade em Nefrologia dobraram os atendimentos no Hospital do Rim. Inaugurado em 2014, o serviço começou com 27 máquinas para diálise, 180 pacientes e média de 1,8 mil sessões de hemodiálise por mês. Em cinco anos, o número de máquinas saltou para 50, os pacientes para 300, dentre os quais duas crianças de 8 e 11 anos.
A média mensal de sessões para 3,6 mil. Do total, 96,5% dos pacientes são do Sistema Único de Saúde. Para suportar a demanda em crescimento, o Hospital do Rim passou a funcionar das 5h30 às 20h30 em três turnos e ainda este ano deve instalar mais cinco máquinas de hemodiálise, suficientes para atender mais 30 pacientes. A capacidade de atendimento será de 330 pacientes.
Na hemodiálise, uma máquina limpa e filtra o sangue, liberando o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de líquidos e ureia. A terapia renal substitutiva é realizada três vezes por semana. Cada sessão dura em torno de quatro horas. O HR atende ainda 30 pacientes que fazem diálise peritoneal, técnica em que a filtragem do sangue é realizada através da introdução de uma solução de diálise na cavidade peritoneal através de um cateter implantado na barriga. A diálise é feita pelo próprio paciente em sua casa, mas a indicação depende de avaliação do nefrologista e das condições clínicas do paciente.
O transplante é a esperança que move a maioria dos pacientes que dependem de sistemas artificiais de filtragem do sangue para continuar vivendo. Dos pacientes atendidos pelo Hospital do Rim, 70% têm perfil para entrar na fila nacional de espera por um rim. Nos últimos cinco anos, 105 pacientes realizaram esse sonho. Em média, quatro pacientes são chamados por mês para transplante no Hospital de Base de São José do Rio Preto e Hospital das Clínicas de Botucatu.
EXCELÊNCIA MÉDICA
O Hospital do Rim da Santa de Araçatuba é o mais avançado centro de tratamento de doenças renais da região Noroeste Paulista. Possui tecnologia de ponta, como máquinas para hemodiálise importadas da Alemanha e Suécia que têm como diferencial o sistema individual de osmose (filtragem de água).

O serviço se destaca pela excelência da equipe médica e de profissionais de enfermagem e multidisciplinares. O responsável técnico é o nefrologista Luiz Claudio Andrades Lima. A unidade possui cinco médicos, todos com títulos de especialistas em nefrologia, que se revezam durante os três turnos de hemodiálise para garantir assistência presencial aos pacientes em caso de intercorrências.
A equipe médica também atua no atendimento de urgências e emergências realizando procedimentos invasivos e em alguns casos de alto risco com total segurança e eficiência para que rapidamente o paciente comece a dialisar. Os nefrologistas do HR dão suporte às UTIs Geral e Coronariana com avaliação e tratamento de pacientes em quadro de paralisação dos rins. (Com informações da Assessoria da Santa Casa)
Paciente com 20 anos de hemodiálise leva vida normal

Maria Aparecida Cavalcante, ou simplesmente Bebel, como é conhecida no Hospital do Rim por todos os funcionários e médicos que atuam no local, faz hemodiálise há 20 anos. Ela disse que o problema renal foi consequência da pressão alta e foi diagnosticada no Hospital das Clínicas. Hoje, aos 63 anos, Bebel disse que leva uma vida normal como toda pessoa, pratica esporte e trabalha.
Segundo a paciente, quando estava grávida, teve eclâmpsia (complicação da gravidez em que se verifica hipertensão arterial, quantidade elevada de proteínas no sangue ou outras disfunções em órgãos). Foi necessário o parto. O filho nasceu de seis meses e hoje está com 25 anos. Porém, a partir daí, pode ter surgido o seu problema. Hoje é difícil se o problema rim foi da pressão ou se a hipertensão causou problema.
“Eu levo uma visa normal. Lavo e passo roupa, ando de bicicleta, jogo volei com as meninas. Tenho uma padaria e levando às 4h30 para trabalhar. Asso os pães, faço salgado. A pressão normalizou”, disse Bebel, que destacou o trabalho prestado no Hospital do Rim e a excelência do atendimento.

A5 Bebel Hospital do Rim (31)


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