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Município tem ampla programação com orientações contra o suicídio

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Araçatuba está com ampla programação com orientações voltadas à prevenção ao suicídio. Neste mês, ocorre a chamada campanha “Setembro Amarelo”, uma vez que, no próximo dia 10, é celebrado o “Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio”. A cor escolhida tem o objetivo de representar um “alerta” e serve ainda para a promoção do conhecimento, da informação e da quebra de tabus sobre a causa. Em todo o planeta, o ato já é considerado uma das maiores causas de mortes.
Na cidade, os quatro equipamentos da rede de atenção psicossocial estão envolvidos na campanha preventiva. Durante este mês, serão realizadas oficinas terapêuticas, palestras, rodas de conversa, caminhadas e distribuição de abraços no calçadão para a abordagem do tema, principalmente entre os jovens. Fazem parte da rede de atenção psicossocial o Ceaps (Centro Especializado em Atenção Psicossocial), localizado na rua Dona Ida, 1.636, bairro Santana; o Caps AD, na rua Bastos Cordeiro, 1.051, bairro Santana; o Caps III, na rua Primeiro de Maio, 607, Vila Estádio; e o Caps I (Centro de Atenção Psicossocial Infantil), na rua Silvio Russo, 263, Água Branca I.
Na sessão da última segunda-feira da Câmara Municipal, a psicóloga e coordenadora Caps AD de Araçatuba, Nathalia Biagi, usou a tribuna para divulgar o cronograma de atividades de conscientização (confira-a no quadro).
NECESSIDADE

No Brasil, o nono mês do ano é dedicado à prevenção ao suicídio desde 2015. A iniciativa partiu do Centro de Valorização da Vida, do Conselho Federal de Medicina e da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), em todo o mundo, cerca de um milhão de pessoas por ano cometem o suicídio, sendo 26 tentativas para cada morte, em média.
“É um numero bastante alarmante”, afirma a psicóloga Denise Garcia Yalmanian, que atua nas áreas clínica e hospitalar. Segundo ela, as duas maiores causas são transtornos mentais e tentativas anteriores. “Desses transtornos mentais, os mais comuns são a depressão maior e o transtorno de bipolaridade, que estão ligados a aproximadamente de 30 a 70% dos casos”, explica a profissional.
Ela pondera que o suicídio não tem causa única, mas está ligado a diversos fatores, que podem ser biológicos, genéticos, psicológicos e socioculturais. “Sempre que pensamos nesse assunto, devemos ter em mente que essas pessoas estão em sofrimento intenso e prolongado”, afirma Denise.
COMO AGIR
A psicóloga avalia que, na maioria das vezes, a pessoa, ao dar sinais de que pensa em suicidar, quer e *precisa* ser ouvida e acolhida. “Uma das formas de se fazer isso é ter um diálogo simples, carinhoso e direto com esta pessoa, dizendo que tem percebido as mudanças na atitudes e comportamentos, demonstrando a preocupação e importância dessa pessoa e se colocando à disposição”, orienta. “E o mais importante: incentivá-la a buscar ajuda de um profissional ou serviço de Saúde Mental.”

 

Combate ao suicídio

Confira a programação de hoje e amanhã:

04/09, às 8h30

Local: Caps AD / Secretaria Meio Ambiente

Caminhada e café da manhã com usuários do equipamento

04/09, às 9h

Local: Secretaria do Meio Ambiente

Roda de conversa com o tema: “Prevenção ao Suicídio”

05/09, às 9h

Local: Caps III

Karaokê: “Quem Canta Seus Males Espanta”

Fonte: Prefeitura de Araçatuba.

 

Fique atento

Indícios que merecem atenção:

– Falar de forma direta ou indireta sobre não estar vivo
– Frases diretas: “Eu quero morrer”, “Eu vou me matar”, etc
– Frases indiretas: “Ninguém sentirá minha falta”, “Eu sou um fardo pra todo mundo”, “Eu nem deveria ter nascido”, etc.
– Isolamento ou desconexão dos familiares, dos amigos e interesses. 80% das pessoas que comentem suicídio têm depressão. E o isolamento e a tristeza são os sinais de depressão mais fácil de perceber.
– Começar a se despedir de lugares, pessoas e objetos. Logo que pessoa decide cometer o suicídio, pode pensar em revisitar lugares/pessoas e doar objetos pessoais importantes e valiosos, como forma de despedir antes de partir.

Fonte: Psicóloga Denise Garcia Yalmanian.

 


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