Mulher trans e representante de associação de psicólogos comentam Dia da Visibilidade

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Patrícia Ribeiro dos Santos, 37 anos, hoje tem profissão, sonhos e está de bem com a vida. Mulher trans, ela mesma já ressalta: “Superei os 35!” (expectativa média de vida de um transexual no Brasil, segundo estudo divulgado pelo Senado). Mas não foi sempre assim: já esteve próxima de colocar um fim em tudo. A terapia psicológica foi que a fez renascer. “Reencontrei meu valor. Eu tenho uma base familiar, mas tinha me afastado dela, diante das dificuldades da transfobia”, comenta.

Trabalha como cabelereira e cursa o terceiro ano de Serviço Social. Um ano de terapia já trouxe muitas melhorias. Agora ela faz um acompanhamento. “Os trans, infelizmente, buscam seus direitos só após serem vítimas de alguma agressão. É importante haver cada vez mais acesso aos direitos dos trans. Algo que seja preventivo”, ressalta Patrícia. Para isso, ela entende ser  necessária a divulgação desses direitos. “Iniciativas como a do Dia da Visibilidade Trans são de extrema importância, principalmente no momento atual, no qual vemos pessoas externando ódio livremente”, lamenta.

A data é celebrada no Brasil em 29 de janeiro desde 2004, quando transexuais e travestis foram ao Congresso Nacional para tratar da realidade dessa população com os parlamentares.

SAÚDE MENTAL

A psicóloga Flávia Santiago, membro fundadora da ORIEL (Organização Integrativa Estratégica Local), alerta que a constante exposição da população trans a vulnerabilidades como intolerância, violência de gênero, desemprego, preconceito e exclusão social tem sido fator de risco para a saúde mental dessas pessoas. “Infelizmente, a sociedade ainda estigmatiza e discrimina, colocando tais pessoas à margem social, trazendo agravantes como depressão e índices significativos de suicídio, além de terem obstáculos no acesso aos serviços de saúde e cuidado”, comenta a psicóloga.

Em função de tais adversidades, Flávia entende o Dia Nacional da Visibilidade Trans como um marco para avançar cada vez mais na luta contra o preconceito e a intolerância. “Em 2012 foi implementada a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, denotando grande importância e avanço no Brasil, com a finalidade de reconhecer as demandas advindas desse segmento social e nortear as necessidades dessa população por meio de diretrizes.

 

JANEIRO BRANCO

Em Araçatuba, a ORIEL (Organização Integrativa Estratégica Local), associação de profissionais que promove melhorias na qualidade de vida e convívio de pessoas, grupos e comunidades, especialmente na área da Psicologia, realiza este mês uma ação nas redes sociais da internet para promover o cuidado com a Saúde Mental, marcando o Janeiro Branco. No próximo dia 29, sexta-feira, Patrícia Ribeiro dos Santos vai participar com suas reflexões sobre o tema.

Lideranças locais e regionais estão sendo convidadas a falar a respeito do assunto de modo a estimular o debate. São empresários, personalidades de diversas áreas e estudantes respondendo a alguns questionamentos como: o que é saúde mental para você? Como você está cuidando de sua saúde mental? Como promover saúde mental? O que fazer para tornar o cuidado com a saúde mental preventivo em vez de emergencial? A partir das falas dessas pessoas, a proposta é estimular o debate entre os usuários das redes sociais.

SERVIÇO: Para acompanhar as reflexões e participar do debate é só seguir oriel.organizacao no instagram. Nele também será possível obter outras informações sobre o processo psicoterapêutico e as diversas abordagens psicológicas.


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