DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA
Os araçatubenses pagaram mais de R$ 171 milhões de reais em impostos municipais no ano de 2022.
Os dados são do Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo, que possui um painel que faz a contagem dos impostos pagos pelos brasileiros e arrecadados pelos governos municipais, estaduais e federal.
O valor exato de impostos municipais arrecadado por Araçatuba em 2022 foi de R$ 171.595.379,40. O valor é mais de R$ 17,6 milhões maior do que o pagamento de impostos municipais de araçatubenses no ano de 2021, quando foram arrecadados R$ 153.911.092,64, um crescimento aproximado de 11,5%.
Em Birigui também houve aumento na arrecadação. Os moradores da cidade pagaram, no ano passado, R$ 102.407.588,62 em impostos municipais, aproximadamente R$ 10,5 milhões a mais do que em 2021, quando o valor arrecadado foi de R$ 91.853.661,30, neste caso o crescimento também foi de 11,5%, aproximadamente.
O índice percentual não é uma coincidência, já que foi o registrado pelo Impostômetro na arrecadação de todo o país. Os brasileiros pagaram R$ 2,89 trilhões em impostos ao longo de 2022, mais do que os R$ 2,6 trilhões de 2021.
Em Andradina, a arrecadação do ano passado foi de R$ 37.407.215,41, mais do que os R$ 33,5 milhões do ano anterior. Já em Penápolis, o valor referente a 2022 foi de R$ 42.950.109,69, maior que os R$ 38,5 milhões de 2021. A arrecadação de Guararapes foi de R$ 15.708.535,54, mais do que os quase R$ 14,1 milhões dos doze meses anteriores.
Somados, os moradores dos cinco principais municípios em população da região, pagaram mais de R$ 370 milhões em tributos no ano que passou.
Toda essa soma se refere aos pagamentos feitos aos governos federal, estadual e municipal, incluindo taxas, contribuições, multas, juros e correção e correção monetária.
Especialistas em economia indicam que a arrecadação aumentou principalmente por causa dos tributos federais, motivados pelo aumento da inflação, que encareceu os produtos.
Entre janeiro e novembro do ano passado, a arrecadação de imposto e contribuições federais no Brasil calculada pela Receita Federal havia somado mais de R$ 2 trilhões, o maior dos últimos 22 anos, e 8,8% maior que no ano anterior.
A alta ocorreu mesmo com a diminuição nas alíquotas do ICMS sobre a gasolina, etanol e energia elétrica nos estados, e com o corte do PIS/Cofins sobre gasolina e etanol entre o meio e o fim do ano passado.

