: CHEIA - UTI Covid da Santa Casa de Penápolis estava com ocupação máxima nesta terça-feira

Medicamentos anestésicos estão em falta em Santa Casa da região

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Depois de a Santa Casa de Araçatuba e o Hospital Unimed Araçatuba terem se queixado da possibilidade de falta de medicamentos para intubação nas últimas semanas, um dos principais hospitais da região, a Santa Casa de Penápolis, anunciou que ficou sem dois dos medicamentos utilizados para a sedação de pacientes com covid-19: Midazolam e Fentanil.

O cloridrato de midazolam é um medicamento usado para sedação do paciente, enquanto ele está intubado, enquanto o fentanil é um medicamento de poder anestésico que tem como finalidade eliminar a dor do paciente durante o procedimento de intubação.

De acordo com a direção da Santa Casa de Penápolis, os medicamentos tiveram que ser substituídos, já que o governo do estado de São Paulo repassou cerca de 300 ampolas no último final de semana, porém, a utilização media atualmente está em 120 ampolas por dia.

Enquanto está sem estes medicamentos, o hospital está substituindo o midazolam pelo diazepam, mais conhecido do grande público, porém que não é o ideal para este tipo de situação, segundo a Santa Casa. Para substituição do fentanil está sendo utilizada a morfina.

A falta dos medicamentos ocorreu justamente no mesmo dia que a Santa Casa de Penápolis voltou a atingir 100% de ocupação nos leitos de UTI Covid. De acordo com dados divulgados no começo da tarde desta terça-feira, o hospital tinha 10 pacientes internados nos 10 leitos de terapia intensiva específicos para o tratamento da doença.

De acordo com o governo do estado, a secretaria de estado da saúde está cobrando o Ministério da Saúde por medidas urgentes para o fornecimento de medicamentos.

Desde a semana passada, foram liberados pouco mais de 215 mil ampolas de neurobloqueadores e anestésicos para o estado de São Paulo, quantidade suficiente para apenas 6% do atendimento realizado mensalmente de pacientes com covid-19.

A secretaria de saúde do estado afirmou que está tentando fazer acordos com farmacêuticas e está fazendo monitoramento diário da demanda, além de pedir a ampliação da disponibilidade de compra para o governo federal.

Alerta em Araçatuba

Na última semana, o médico Flávio Garbeline, do Hospital Unimed Araçatuba, chegou a divulgar um vídeo nas redes sociais alertando sobre o baixo estoque de relaxantes musculares.

Na ocasião, ele criticou o Ministério da Saúde pela requisição administrativa, que segundo ele está prejudicando hospitais do país, que não têm como comprar os medicamentos sem depender do governo federal.

A reclamação do médico do Hospital Unimed Araçatuba ocorreu no dia 30 de março, apenas um dia depois de o diretor técnico da Santa Casa de Araçatuba, Giulio Stanco Coscina Neto, ter feito o mesmo alerta sobre a possível falta de medicamentos, que poderia até fazer o hospital ter de fechar leitos de UTI.

O médico também citou informação de que o estado estaria confiscando a produção destes medicamentos para coordenar a distribuição, que não está sendo eficaz, já que a Santa Casa havia recebido apenas 100 ampolas na semana passada, material que não é suficiente nem para meio dia de trabalho.

 


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