Da Redação – Araçatuba
A Justiça condenou mais quatro pessoas por conta das investigações da Operação Ligações Perigosas, deflagrada em setembro do ano passado para investigar a infiltração do PCC na política de Araçatuba, no tráfico de drogas e em crimes no bairro São José.
Foram condenados Carlos Eduardo da Silva, a 17 anos, 5 meses e 18 dias de prisão; Wenderson Vieira Matos a 14 anos, 11 meses e 20 dias; Wellington Vieira Matos a 13 anos e 5 meses; e Hendrick Henrique de Almeida Santos a 9 anos, 6 meses e 10 dias.
Carlos Eduardo, que teve a maior pena, é apontado como um dos responsáveis pelo tráfico de drogas, além de uso de arma de fogo em homicídios registrados no bairro São José.
Wellington Vieira Matos seria responsável pelo controle da venda de drogas do chamado “Paredão”, além de estar envolvido com membros da “Esquina Maluca”, outro grupo investigado.
Wenderson Vieira Matos é apontado como uma das lideranças da organização, também associado ao tráfico e aos homicídios.
Já Hendrick Henrique de Almeida dos Santos estaria envolvido nos homicídios e na disputa armada no bairro São José, sendo um soldado da organização criminosa.
Outras condenações
Foram anunciadas na semana passada as condenações de Rafael Vinicius Vargas Sturaro e Felipe Silva, ambos a 18 anos, 3 meses e 3 dias de reclusão; Leandro de Aguilar Carvalho a 15 anos, 7 meses e 25 dias de reclusão; Cleber Fernandes da Silva a 14 anos, 1 mês e 5 dias de reclusão; Paulo Giovane de Aguilar Carvalho, Gilmar Alves de Carvalho e José Augusto Pereira da Rocha a 4 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão.
Em abril, a Justiça já havia condenado outros quatro réus. Kennedy Wallace Marcos Pereira e Yago Silva Faria haviam sido condenados a 10 anos, 1 mês e 6 dias de prisão cada. Felipe Rossi Vieira pegou 9 anos e 2 meses de prisão, enquanto João Victor da Silva Lima pegou 9 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão.
Operação
A Operação Ligações Perigosas contra a infiltração do PCC, uma facção criminosa, na política de Araçatuba, causou movimentação na cidade no dia 6 de setembro de 2024.
Ao todo, foram cumpridos 35 de mandados de prisão temporária, além de outros 104 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pela 1ª e 2ª Varas Criminais de Araçatuba e foram cumpridos em Araçatuba, Birigui, Penápolis, São José do Rio Preto, Assis, Anhumas, Paraguaçu Paulista, São Paulo e Dourados (MS).
Também foram cumpridos dois mandados de busca em presídios de Araçatuba em desfavor de dois líderes da facção criminosa que estariam comandando o cometimento de crimes em Araçatuba. Esses mandados foram cumpridos com apoio da Secretaria de Administração Penitenciária e do Grupo de Intervenção Rápida.
Ao todo, a operação foi realizada 424 policiais militares e civis, além de policiais penais e da equipe Gaeco do Mato Grosso do Sul. Sete servidores do Ministério Público e quatro Promotores de Justiça também participaram da ação.
Entre os detidos na operação estava o então vereador Antônio Edwaldo Dunga Costa (União Brasil), que foi preso por posse ilegal de arma de fogo. Ele foi soltou alguns dias depois.
Uma pessoa morreu após resistir a uma abordagem feita por equipe do 12º BAEP, o Batalhão de Ações Especiais da Polícia.



