: CONSEQUÊNCIA - Períodos de fechamento do comércio prejudicaram empresários araçatubenses

Mais de 500 empresas fecharam as portas em Araçatuba durante a pandemia

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

As medidas restritivas impostas pelos governos estadual e municipal desde março do ano passado, quando começou a pandemia em Araçatuba, provocaram o fechamento de centenas de empresas e estabelecimentos comerciais. De 1º de março de 2020 até o último dia 4 de maio de 2021, foram 546 empresas que pediram encerramento de suas atividades.

Os dados foram informados pela própria prefeitura de Araçatuba, através da secretaria da fazenda, em resposta a requerimento apresentado pelo vereador Lucas Zanatta (PV), que queria saber exatamente quantas empresas haviam fechado durante a pandemia, que causou problemas econômicos para todos os setores de trabalho.

Na resposta, foi feito um ranqueamento de atividades com mais baixas durante a pandemia que foi liderado pelos prestadores de serviço de natureza jurídica – com empresa aberta – que teve 162 cadastros cancelados junto ao município. Os prestadores de serviço do estilo MEI, Microempreendedor individual, tiveram 84 baixas; fora os de ordem física – sem o registro de empresa, mas que recolhia impostos como pessoa física – que foram mais 23 baixas.

A área do comércio aparece com destaque também entre as empresas que fecharam, sendo que os de natureza jurídica registraram 108 baixas, outras 19 baixas de MEIs, e 31 baixas de comércio eventual ambulante de natureza física.

Foram ranqueadas ainda outras atividades como profissionais liberais, que teve 77 baixas; trabalhadores autônomos, com 39 com atividades encerradas; indústria com prestação de serviço, com duas baixas, e indústria, com uma empresa fechada.

Vereador culpa “lockdown comercial”

O vereador Lucas Zanatta, autor do requerimento, demonstrou preocupação com as informações passadas pela secretaria da fazenda sobre o fechamento de atividades econômicas em Araçatuba.

O parlamentar voltou a criticar as medidas restritivas, que segundo ele atingiram apenas a área comercial e os empresários do município.

“Estou extremamente preocupado com esse resultado, por isso insisto desde o início para não haver um lockdown comercial. O que precisávamos era preconizar os cuidados básicos, agora todo esse fechamento do comércio que não dá pra entender a lógica que diminui o tempo de trabalho enquanto deveria aumentar para que não houvesse aglomerações. Com esse número, quantas famílias estão desempregadas? E o impacto que vai ter na saúde?”, comentou Zanatta.

Dois anos para total recuperação

Para a Associação Comercial e Industrial de Araçatuba, as medidas tomadas por governo estadual e municipal durante a pandemia foram as principais causadoras deste fechamento de atividades no município em pouco mais de um ano. Para o gerente da associação, Nei Ferracioli,

“Quando uma empresa decreta falência, encerra suas atividades, isso significa aumento de desemprego e sonhos que acabam. É muito triste. E se o governador continuar com essa política do abre e fecha, outras empresas irão fechar, porque muitas delas já estão com a corda no pescoço”, analisou Ferracioli, ainda lembrando que muitas das empresas que não fecharam tiveram de fazer empréstimos e estão, neste momento, endividadas.

Para o gerente da ACIA, o setor comercial deve demorar cerca de 2 anos para repor todas as perdas contabilizadas até aqui durante a pandemia.

“Eu acredito que para a economia volte a aquecer vai demorar uns dois anos, no mínimo. Esperamos que não continue essa política do abre e fecha e que deixem o comércio trabalhar”, projetou Nei Ferracioli.

 


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