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quarta-feira, maio 25, 2022

Luto, Qualidade de Vida e Saúde

PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA
O falecimento de uma pessoa querida (filho, pais, avós, parentes, amigos) nos põe de luto, a perda de um animal de estimação (gato, cachorro, pássaro), de um sonho, a reprovação em um concurso, o término de um relacionamento, o divórcio, a aposentadoria, tudo isso, também tem potencial para nos por de luto. A morte de um ídolo deixa toda uma nação de luto, a exemplo da perda de Ayrton Senna, assim como a morte de uma personalidade deixa toda uma sociedade, como foi a passagem do saudoso e distinto amigo Nivaldo Franco Bueno, ocorrida no final de semana (01Jan22).
O luto paralisa, causa um vazio, uma dor intensa, desesperança, raiva, angústia, tristeza, medo, insegurança, solidão. Um sentimento que desorienta a vida, tira o sentido das coisas, procura explicações sem as encontrar e não tem prazo ou tempo para passar.
Para a psicóloga e especialista Maria Julia Kovács do Laboratório de Estudos sobre a Morte (LEM) da Universidade de São Paulo, não há uma fórmula para lidar com o luto, mas é possível acolher o sofrimento e quando isso ocorre inicia-se o processo de elaboração do luto.
Mas, como lidar e apoiar uma pessoa enlutada? No entendimento de Kovács e que concordo, o melhor apoio e suporte que pode ser oferecido é estar disponível naquilo que a pessoa precisar (atenção, consolo, acolhimento, conforto, compreensão). Na maioria das vezes é melhor oferecer uma escuta atenciosa e falar somente o essencial. Caso seja intenso o sofrimento ou houver uma situação de risco de adoecimento, um profissional saberá lidar melhor com a pessoa.
Muito embora nossa sociedade atual exija dessa pessoa uma reação à vida, não compreende a intensidade do sofrimento e, por vezes, exige um restabelecimento rápido ainda que por meio medicamentoso, importa saber que o luto não acaba nunca, oscila para melhor ou pior, no cotidiano, daí porque permitir ao enlutado expressar-se sempre, ainda que silenciosamente.
Por tudo isso, a consternação pela passagem do grandioso comunicador Nivaldo Franco Bueno feita com muita compreensão, paciência e empatia pode ser essencial para o fortalecimento dos laços familiares e sociais, os quais são essenciais para a sobrevivência do EU biológico, psicológico, social e espiritual.
Neste momento de profunda tristeza, registro com muito pesar meus profundos sentimentos e me solidarizo com a família, na pessoa do estimado irmão Marcelo, com a equipe do “O Liberal”, da Clube FM e SRC, e com os leitores, ouvintes e seguidores, desejando que Deus em sua infinita misericórdia o receba em sua morada e conforte o coração de todos.
Coronel PM PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA
Comandante da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo
Mestre e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública
Bacharel em Psicologia, Direito e Especialista em Direito Ambiental

 

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