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Justiça manda soltar todos os presos da operação #TudoNosso

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VITOR MORETTI – ARAÇATUBA

O Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3) determinou a soltura do empresário José Avelino Pereira, o ‘Chinelo’, e do filho dele, Igor Thiago Pereira, presos desde o último dia 13 de agosto durante a deflagração da operação #TudoNosso, da Polícia Federal. Após a decisão, o juiz da 2ª Vara Federal de Araçatuba decidiu soltar, também, a ex-servidora Silvia Aparecida Teixeira, José Cláudio Ferreira e Thiago Braz Mendes.
Atualmente, Chinelo e o filho estavam presos no Centro de Detenção Provisória de Hortolândia. Eles foram presos temporariamente após a deflagração da operação, mas tiveram a prisão preventiva decretada.
De acordo com a assessoria de imprensa da Justiça Federal, o juiz federal Pedro Luís Piedade Novaes se baseou no princípio da razoabilidade.
“A 2ª Vara Federal de Araçatuba, observando o princípio da razoabilidade, entendeu que tal decisão deveria ser estendida a todos os acusados que estão presos provisoriamente. Assim, o juiz federal Pedro Luís Piedade Novaes determinou hoje, 29/8, a expedição de alvará de soltura para os acusados José Claudio Ferreira, Thiago Henrique Braz Mendes e Sílvia Aparecida Teixeira, além de revogar as medidas cautelares que haviam sido impostas à Gilson Batista Martinez”.

INVESTIGAÇÃO
A operação deflagrada pela Polícia Federal em Araçatuba e outros quatro municípios do estado de São Paulo, foi resultado de dois anos de investigação que apontaram um suposto esquema criminoso de desvios de recursos públicos na Prefeitura Municipal envolvendo empresas que prestam serviços terceirizados. O inquérito policial citou 28 pessoas.
Durante as apurações, a PF apurou indícios Chinelo seria o mentor de um esquema de desvio de recursos públicos mediante a utilização de várias empresas registradas em nome de “laranjas” e familiares, com o objetivo de fraudar licitações e celebrar contratos de prestação de serviços com o município de Araçatuba.
No mesmo dia o prefeito Dilador Borges exonerou quatro pessoas presas que que ocupavam cargos comissionados e determinou pente-fino para analisar os contratos de prestação de serviço e de parcerias. Maria Cristina Domingues, pediu exoneração do cargo de Secretaria de Assistência Social.
Polícia Federal indicia 14 pessoas por vários crimes
Das 28 pessoas citadas no inquérito, a Polícia Federal indiciou 14 pessoas investigadas no âmbito da operação. De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, entre elas estão Chinelo e o filho, além dos ex-servidores municipais da Prefeitura de Araçatuba, José Cláudio Ferreiro, o ‘Zé Pera’, Thiago Braz Mendes, Silvia Aparecida Teixeira e Alexandre Cândido Alves, ex-diretor da Vigilância Sanitária do município.
Após o indiciamento, o Ministério Público Federal deve analisar as informações para decidir se oferece ou não a denúncia.
Os indiciados são:
– José Avelino Pereira (Chinelo), indiciado por organização criminosa, falsificar e omitir documento público, peculato, corrupção ativa, fraude em licitação tornando contrato mais oneroso.
– José Cláudio Ferreira (Zé Pera), indiciado por organização criminosa, fraude em licitação e corrupção passiva.
– Thiago Henrique Braz Mendes, indiciado por organização criminosa, falsificação de documento público, peculato, corrupção passiva, prevaricação e fraude em licitação.
– Igor Tiago Pereira, indiciado por organização criminosa, falsidade ideológica e peculato;
– Daiana Francielle Gomes, indiciada por organização criminosa, falsificação de documento público e peculato;
– Elói Lourenço Filho, indiciado por organização criminosa, falsificação de documento público e peculato;
– Paulo Sérgio Moreira, indiciado por organização criminosa, falsificação de documento público e peculato;
– Wanderson Alves dos Santos, indiciado por organização criminosa, falsificação de documento público e peculato
– Sílvia Aparecida Teixeira, indiciada por organização criminosa, extravio ou inutilização de documento oficial e prevaricação.
– Emerson Cardoso, indiciado por organização criminosa, peculato e falsidade ideológica.
– Ahmad Nazih Kamar, indiciado por organização criminosa, peculato e falsidade ideológica;
– Gilson Batista Martinez, indicado por organização criminosa e falsidade ideológica;
– Daniela Amanda Cardoso, indiciada por organização criminosa e falsidade ideológica;
– Alexandre Cândido Alves, indiciado por organização criminosa, advocacia administrativa e fraude em licitação.

 


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