Da Redação – Araçatuba e Birigui
Saiu a condenação de mais sete réus acusados de fraude ao auxílio emergência, benefício pago pelo governo Federal durante a pandemia de covid-19. A condenação foi determinada pela Justiça Federal de Araçatuba e foi divulgada nesta semana. Os réus são de Birigui.
Todos os réus condenados estavam sendo investigados após duas operações da Polícia Federal: Vida Fácil 1 e Vida Fácil 2. Ambas as operações ocorreram no final de 2021. De acordo com os trabalhos da PF, a fraude ao benefício governamental pode ter ultrapassado a marca dos R$ 10 milhões.
Foram condenados Diego Sanches, a 17 anos, 11 meses e 6 dias de prisão por furto qualificado continuado e organização criminosa. Pelo mesmo crime também foram condenados Bruno Ramos Gregório e Jefferson Farchetti dos Santos, a 16 anos, 11 meses e 11 dias de prisão. Além disso, também foram condenados Jennifer Leal Marchete e Lucas Marcelo Bertolin Jorge, ambos a 11 anos, 3 meses e 17 dias de prisão.
Ainda houve a condenação dos irmãos Gabriel Fernandes Casula e Raul Fernandes Casula, ambos a 11 anos e 6 dias de prisão, neste caso apenas por furto qualificado. Neste caso, de acordo com a Justiça, eles não fizeram parte da organização criminosa.
Os réus condenados poderão recorrer em liberdade, de acordo com a decisão. A sentença foi proferida pelo Juiz Pedro Luís Piedade Novaes.
Ainda de acordo com a Justiça Federal de Araçatuba, outras duas pessoas, um homem e uma mulher, foram absolvidos de todas as acusações e estão livres perante à Justiça.
Eles não foram condenados a ressarcir os danos financeiros por conta da complexidade do caso. A recomendação é de qu seja movida uma nova ação especificamente para esse fim.
Eles também perderão os bens que foram apreendidos para investigação. Todos ficarão em poder da União.
Esquema
De acordo com a sentença proferida pelo juiz, todo o esquema era encabeçado por Diego Sanches, que recebeu a maior pena.
Ele fraudava contas que recebiam o auxílio emergencial dentro do aplicativo Caixa Tem e ficava com o dinheiro que seria revertido para as vítimas. Ainda de acordo com a sentença, Bruno Ramos era comparsa na fraude e servia como intermediário.
Os outros réus, além das duas pessoas que foram absolvidas, estavam sendo cadastrados como beneficiários, enquanto Lucas emprestava sua conta em troca de uma porcentagem dos valores fraudados.
Segundo a sentença, as investigações constataram que Diego recebeu mais de 477 boletos de R$ 600 entre 1º de agosto e 27 de agosto de 2020, totalizando R$ 286.200,00. Ele teve mais de cem chips de celular apreendidos em sua casa, o que reforçou a investigação.
Para o juiz, Diego utilizou seus comparsas como uma espécie de “laranjas”, utilizando suas contas para realizar as transações.
Outros condenados
Em fevereiro, a 2ª Vara da Justiça Federal de Araçatuba havia condenado 16 réus a penas variam de 14 a 21 anos de prisão. Destes, seis moram em Birigui, dois em Brejo Alegre e um em Bilac.

