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Araçatuba
terça-feira, agosto 9, 2022

Justiça condena envolvidos no assalto à Protege em mais de 80 anos de cadeia

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Os assaltantes Cléber Andrade de Oliveira e Paulo César de Assis, acusados de envolvimento no assalto à empresa de transporte de valores Protege em outubro de 2017, foram condenados pela justiça. A sentença, prolatada pelo juiz Roberto Soares Leite, é do dia 24 de junho (sexta-feira). Cleber Oliveira, que está preso, foi condenado à pena total de 85 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão (mais multa) e Paulo César de Assis, foragido da justiça, à pena de de 83 anos e 4 meses de reclusão (mais multa).
No dia 27 de agosto de 2018, menos de um ano depois do assalto, promotores de Justiça criminais de Araçatuba ofereceram denúncia em relação a quinze possíveis envolvidos que concorreram para a prática de crimes de latrocínio consumado (um policial civil), de dois latrocínios tentados, de incêndio agravado e de explosão agravado. Mais três pessoas foram denunciadas. Dos 19 denunciados, 18 foram sentenciados e alguns aguardam recurso no Tribunal de Justiça.
Como o processo foi desmembrado devido à complexidade do caso e elevado número de réus, no julgamento do processo principal foram condenadas oito pessoas que estão presas: Sérgio Manoel Ramos, Edimar Murilo da Silva Maximiano, André Luiz Pereira da França, Ramon Alves Ornelas, Edson Januårio de Souza, Roni Alves de Oliveira, Marco Antônio Rodrigues Antonieto, Wílson Evaristo Franco. Foram absolvidos William Corrêa dos Santos Ferreira (colocado em liberdade) e Camila Pereira da Silva (continuou presa devido à condenação pelo assalto à empresa Rodoban, em Uberaba-MG). Há recursos no Tribunal de Justiça. Posteriormente foram condenados Agnaldo Francisco da Silva Pereira e Anderson Manoel de Souza (também condenados no caso Rodoban).
No caso dos réus Rogério Bezerra dos Santos, Roberto Bezerra dos Santos e Luken César Burghi Augusto, houve desmembramento do feito e aditamento à denúncia. Foi proferida sentença condenatória em relação a Roberto Bezerra dos Santos (que se encontra preso).
Em julgamento realizado em 17 de janeiro de 2022, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação e a prisão cautelar do réu Roberto Bezerra dos Santos, aplicando-lhe a pena total de 80 anos, 10 meses e 26 dias de reclusão (mais multa). Rogério Bezerra dos Santos (absolvido) e Luken César Burghi Augusto (desclassificação), em julgamento de primeira instância, foram colocados em liberdade. Porém, após recurso do Ministério Público, o Tribunal de Justiça, em julgamento realizado em 17 de janeiro de 2022, provimento e condenou Rogério Bezerra dos Santos à pena total de 82 anos, 3 meses e 9 dias de reclusão e Luken César Burghi Augusto à pena total de
46 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão, reconhecida a participação de menor importância. O TJ também decretou a prisão cautelar dos réus Rogério Bezerra dos Santos e Luken César Burghi Augusto, mas até o momento eles não foram recapturados pela polícia.
Em 9 de março de 2021 foi preso em São Carlos (SP), Regis Fred Souza, que se identificou como “Assis Rocha Galvão”, na tarde de 15 de outubro de 2017, na estrada de acesso ao condomínio Novo
Paredão, onde uma parte dos criminosos ficou abrigada. Regis Fred Souza foi condenado. Foi
decretada a prisão preventiva. Ele também sofreu condenação não definitiva por envolvimento no mega-assalto à Prosecur em Ciudad del Leste (Paraguai) e está sendo investigado por vários crimes.
Quanto aos denunciados Edson Vieira da Silva, Paulo César de Assis e Cleber Andrade de Oliveira, inicialmente houve a suspensão do processo e a suspensão da prescrição. Foi decretada a prisão preventiva deles. Quanto ao denunciado Edson Vieira da Silva, o processo continua suspenso aguardando o cumprimento do mandado de prisão preventiva.
Cleber Andrade de Oliveira foi capturado no dia 11 de junho de 2021, em Votorantim (SP). Após citação pessoal, o processo voltou a ter andamento. Na ocasião, Paulo César de Assis constituiu defensor e o processo voltou a ter andamento. Os dois foram condenados agora, Cleber está preso e Paulo César é procurado.
Dos 19 denunciados, apenas Edson Vieira da Silva não foi condenado. Ele continua foragido e o processo suspenso.

O CASO
No início da madrugada do dia 16 de outubro de 2017, dezenas de bandidos fortemente armados sitiam unidade da Polícia Militar, fecharam rodovia e explodiram a sede da Protege, na época no Bairro Santana. Um policial civil morreu e pelo menos duas pessoas ficaram feridas. Foram momentos de muito terror na cidade.

 

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