Da Redação – Araçatuba
Acontece na quinta-feira, dia 16 de julho, o julgamento de Aqueharu Yamaguchi Júnior, de 40 anos, irmão do ex-vereador Professor Cláudio Henrique da Silva, réu pelo crime de assassinato contra a própria mãe, Alzira Pinto da Silva, de 74 anos, que foi morta a marteladas em outubro de 2020. O julgamento será às 9h no Fórum de Araçatuba.
A denúncia aponta que o réu teria cometido homicídio qualificado por motivo torpe, com os agravantes de crueldade e de recurso que dificultou a defesa da vítima, além da condição do sexo feminino. O fato de a vítima ser idosa também pode aumentar sua pena. O réu está preso desde o dia seguinte ao crime.
A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho. O réu estava morando com a mãe há 5 meses, após voltar do Japão, porém, tinha vários desentendimentos com ela e era usuário de entorpecentes.
No dia 4 de outubro de 2020, ele teria utilizado entorpecentes e estava em um bar. A mãe, ao descobrir os fatos, foi até o local, pegou um pedaço de madeira e agrediu o homem. Outras pessoas que ali estavam gravaram a situação e as imagens foram compartilhadas nas redes sociais. Conforme o boletim de ocorrência, esse vídeo teria revoltado Junior, que decidiu cometer o crime.
Por volta das 23h de 8 de outubro de 2020, ele foi à casa da mãe com um martelo e desferiu vários golpes contra a vítima. Em seguida, ele ligou para uma tia e contou o que tinha acontecido. Na sequência, fugiu com o carro da aposentada.
Alguns familiares foram até o imóvel ver o que havia acontecido, arrombaram um dos portões e entraram. A casa estava com diversas marcas de sangue. O corpo da aposentada foi localizado já sem vida caído no quarto.
Policiais militares e investigadores da Delegacia de Homicídios estiveram na cena e a descreveram como assustadora, pela forma como o corpo da idosa ficou após as agressões. O martelo chegou a se repartir tamanha força utilizada na ação. A área teve que ser isolada para o trabalho da perícia técnica. O laudo deverá ficar pronto em até 30 dias.
Durante o dia 9 de outubro de 2020, policiais militares continuaram as diligências na tentativa de localizar Junior. Por volta das 13h, ele foi encontrado na casa de um primo no bairro Atlântico. O carro da mãe também estava no endereço. Segundo os PMs que atenderam a ocorrência, o indiciado parecia continuar sob efeito de entorpecentes, não ofereceu resistência, mas permaneceu em silêncio a respeito do assassinato da mãe.
Ele foi levado até a Central de Polícia Judiciária, onde prestou depoimento. O delegado plantonista não fez a autuação em flagrante, mas a Delegacia de Homicídios requisitou sua prisão.

