Da Redação – Araçatuba
O irmão do ex-vereador de Araçatuba Cláudio Henrique da Silva, acusado de matar a própria mãe, de 74 anos, com mais de 20 marteladas na cabeça foi condenado a 25 anos de prisão, em regime inicial fechado, após julgamento pelo tribunal do júri na quinta-feira (16), em Araçatuba.
Aqueharu Yamaguchi Júnior foi considerado culpado pelo homicídio qualificado de Alzira Pinto da Silva, assassinada em outubro de 2020, por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel e feminicídio.
Os advogados de defesa do réu, Filipe Kenzo Said Onohara e Paulo Arthur Germano Rigamonte, afirmaram que vão recorrer da decisão.
Na sentença, o juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda manteve a prisão preventiva do condenado. Na ocasião do crime, ele aguardou a chegada da mãe em casa e a atacou enquanto ela trocava de roupa no quarto.
A sentença do magistrado afirma que a mãe cuidada do filho que a matou, que era solteiro. No dia do crime, ela havia levado um lanche para ele e, ao invés de agradecimento, levou diversas marteladas na cabeça.
A mulher caiu no chão e chegou a pedir para que o filho parasse com a agressão, segundo a denúncia. Alzira recebeu cerca de 25 golpes na cabeça e o cabo do martelo chegou a quebrar.
Após o assassinato, ele tomou banho, trocou de roupa, pegou dinheiro da vítima e fugiu dirigindo o carro dela.
Em seguida, Aqueharu usou drogas e foi convencido pela família a se entregar para a polícia. Ao ser preso, em depoimento, o homem confessou o crime e disse que morava com a mãe desde maio de 2019, quando precisou retornar do Japão ao Brasil.
De acordo com a investigação, dias antes do crime, Alzira teria agredido o filho na frente de amigos em um bar. A violência foi filmada e postada nas redes sociais. O Ministério Público apontou que o homicídio foi motivado por vingança.
Além disso, o representante do Ministério Público, o promotor de Justiça Adelmo Pinho, citou que o laudo do exame necroscópico apontou que a vítima teria tentado se defender, já que seu corpo possuía ferimentos nos braços e nas pernas. Além disso, alguns dos golpes foram dados quando a vítima já estava desfalecida.

