JUSTIÇA - Familiares de Késia Cândido vão receber indenização milionária

Galeria é condenada a pagar mais de R$ 1 milhão para família de jovem morta em acidente

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DIEGO FERNANDES – PENÁPOLIS

A galeria de compras denominada Penápolis Shopping Center – não confundir com o Garden Shopping, centro de compras -, localizada na área central de Penápolis, foi condenada pela Justiça a pagar mais de R$ 1 milhão de indenização para os familiares de Késia Aquilino Cândido, de 18 anos, que morreu após a queda da marquise do local, em acidente que aconteceu em novembro de 2019.
A empresa pode recorrer da decisão. A sentença foi proferida pelo juiz da 1a Vara do Fórum de Penápolis, Dr. Marcelo Yukio Misaka. Na decisão foi determinada ainda o pagamento de uma pensão para o filho de Késia no valor de um salário mínimo até que ele complete 25 anos contando de forma retroativa à data do acidente. Na época da morte da mãe, o menino tinha apenas 7 meses de idade. A pensão terá de ser paga até abril de 2044.
A ação foi movida pela família da vítima fatal do acidente, que havia pedido o pagamento de R$ 2 milhões para serem divididos entre os pais da jovem, os irmãos e o filho de Késia.
Na decisão da Justiça, foi determinado o pagamento de indenização de R$ 1,02 milhão, sendo o maior valor para o filho, de R$ 500 mil. O marido receberá R$ 250 mil, pai e mãe receberam, cada um, R$ 75 mil, e cada um dos quatro irmãos ficará com a quantia de R$ 30 mil.
O juiz do caso considerou a responsabilidade da galeria de compras no acidente, já que o desmoronamento foi consequência do processo de deterioração na estrutura do prédio. Laudo do Instituto de Criminalística apontou excesso de peso na marquise.
A perícia apontou que a estrutura original da marquise era uma laje de espessura de dez centímetros aproximadamente e, sobre ela, foram sobrepostas sete camadas de argamassa, com espessuras variando entre dois e três centímetros, possivelmente com o objetivo de conter infiltração de água. Tais camadas, de acordo com os peritos, teriam sido sobrepostas em épocas diferentes. Isso teria aumentado em 82% o peso da marquise em relação à original.
“Essa sobrecarga provavelmente contribuiu para a ruptura frágil da marquise. Ruptura frágil é aquela que se dá repentinamente, sem aviso, em contraposição à ruptura dúctil, em que as deformações antecedem a ruína da estrutura”, constatou o documento.
O laudo mostrou, também, a instalação de três condicionadores de ar apoiados sobre a laje da marquise. Com o acréscimo do peso desses aparelhos, a perícia concluiu que o excesso de peso chegou a 84% da marquise original.
Os peritos identificaram uma diferença de coloração na construção, sugerindo infiltração de água na marquise. Além disso, identificaram uma trinca transversal, de aproximadamente 30 centímetros abaixo do do alinhamento inferior do engastamento da marquise e ao longo de toda a sua extensão.

LOCAL – Acidente ocorreu em galeria de compras de Penápolis em novembro de 2019

 


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