FERNANDA COLLI
Que somos o resultado de vivências, isso é fato. Ocorre que às vezes nos deparamos com pessoas que desconsideram que a diversidade de vivências é infinita e que muitas vezes (ou quase sempre), opiniões se divergem. Apenas isso já é o suficiente para um debate, as vezes ocorrem situações desagradáveis e até mais graves como brigas, justamente por desprezarem a verdade do outro. Tenho visto com frequência isso acontecer nas redes sociais.
Qualquer atitude ou fala que venha a ganhar as redes sociais, se torna motivo para debates quentes e desrespeitosos. Assuntos polêmicos ganham narrativas de filósofos de mesa de boteco e os julgamentos são demasiadamente infundados na maioria das vezes. Se tornou comum, dar palpite no trabalho dos professores, não sendo professor, médico, sem ser médico, delegado, sem ser delegado… é possível ler e ouvir tantas análises, julgamentos e subjugamentos de pessoas e para pessoas.
Precisamos filtrar as situações em que nossa opinião compense ser dita e seja útil. Nosso mundo não comporta mais análises e ações preconceituosas e filosofias baseadas no “eu acho” ou “eu li”. Embarcar em discussões para reafirmar o que acreditamos em algumas vezes será em vão e na maioria das vezes apenas um stopim para discussão.
Antes de escrever, de opinar sobre algo reflita: o que eu acho é importante para aquela pessoa? Minha opinião é relevante para aquele discurso? Se eu falar o que eu acho, causaria alguma discórdia? Vamos parar de querer ser sinceros de mais e ponto de sair dizendo, opinando e escrevendo por aí, verdadeiros demais a ponto de magoar pessoas e promover discórdia e principalmente: muitos de nossos achismos refere-se ao nosso caráter e o que somos e não o contrário.
Considerando tudo o que vemos e o que acaba de ser exposto, hoje fica um pedido: filtre.



