CHEIA - Sala de aula de escola de Araçatuba volta a ficar cheia com fim das restrições

Escolas de Araçatuba voltam a receber 100% dos alunos

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Nesta quarta-feira (3), os alunos das escolas de Araçatuba voltaram a frequentar, ao mesmo tempo, as aulas presenciais. Após a liberação do distanciamento de 1 metro entre os alunos nas salas, todas as escolas puderam receber todos os estudantes pela primeira vez desde o início da pandemia.

Até a última semana, 60% das escolas estaduais de Araçatuba ainda faziam rodízio de alunos por causa da falta de espaço para receber todos ao mesmo tempo e manter o distanciamento. Apenas 13 das 33 escolas estaduais do município já haviam retornado com as aulas presenciais com 100% de estudantes in loco.

Ontem, porém, escolas estaduais, municipais e particulares passaram a atender todo o público de uma só vez, com exceção de alunos que possuam algum tipo de comorbidade comprovada por laudo médico. A única exigência segue sendo pelo uso da máscara dentro do ambiente escolar e a disponibilização de álcool em gel, além de água e sabão para a higienização das mãos em todas as unidades escolares.

Segundo o diretor da escola estadual Lopes Borges, de Araçatuba, Silvio César Cecato, os quase dois anos letivos sem aulas presenciais por causa da pandemia causaram uma discrepância no aprendizado e também na situação emocional e financeira dos alunos e de suas famílias.

De acordo com ele, a partir de agora, não só a sua escola, como as demais, sejam municipais ou estaduais, deverão fazer um acompanhamento dos alunos para atender a cada um da forma devida.

“Praticamente dois anos que nós passamos sem aula presencial, houve uma vulnerabilidade muito grande, então nós temos vários alunos nesta situação, ou emocionalmente, ou de conhecimento, ou financeiro, então a gente precisa ter esse retorno para a gente poder acompanhar mais de perto estes alunos”, disse o diretor.

Segundo Fátima Preti, que é dirigente de ensino em Araçatuba, com a volta dos alunos, a Diretoria Regional de Ensino tem alguns problemas a resolver. O mais grave deles é a evasão de alunos.

Com o período fora da sala de aula, muitos deles já não estavam retornando às aulas presenciais nos últimos meses, o que é preocupante.

“Nós temos um outro desafio agora que é a questão do abandono e da evasão, a equipe gestora está se mobilizando para a busca ativa, tentando tornar a escola mais agradável para que eles possam permanecer na escola. E nós temos também os problemas de saúde emocional dos alunos”, relatou Fátima Preti.

Segundo a dirigente, os alunos devem comparecer à instituição de ensino normalmente a partir de agora, sendo que será contabilizada a falta caso o aluno não apareça

“O permitido em lei hoje é uma frequência mínima de 75% da carga horária anual. Nesse caso, se não houver a frequência mínima eles são encaminhados ao Conselho Tutelar”, explicou Fátima Preti, lembrando que as exceções são os alunos com comorbidades e laudo médico comprobatório.

 

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