CRÍTICAS - Doria criticou governos de Lula e Bolsonaro, dois possíveis adversários à presidência Foto - Antônio Crispim

Em visita à Araçatuba, Doria reposiciona PSDB e se coloca como terceira via: “partido de centro”

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Com objetivos políticos, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e o vice-governador e secretário de governo Rodrigo Garcia (PSDB) estiveram em Araçatuba na manhã deste sábado, durante evento do PSDB feito em um local fechado na rua Aguapeí.
O chefe do executivo estadual compareceu à cidade como candidato às prévias de seu partido para a escolha do representante nas eleições para a presidência da República em 2022. Doria disputa as eleições prévias do partido com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e com o ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. As eleições do partido estão marcadas para ocorrer em 21 de novembro em primeiro turno, e 28 de novembro em segundo turno. O PSDB possui cerca de 1,4 milhão de afiliados aptos a votar.
Em clima descontraído, Doria abandonou as camisas sociais e até mesmo ternos que costuma usar, e chegou ao local do evento vestido com uma camisa polo do partido e uma calça jeans. Na chegada, arriscou inclusive uns passos de pagode / samba aproveitando um grupo que se apresentava no local contratado pelo partido.
Diversos políticos da região estiveram presentes no evento, como alguns prefeitos e vices da região, vereadores, e do andradinense Marco Pilla, que atua na secretaria de desenvolvimento regional de São Paulo.
Ao falar com a imprensa, Doria voltou a criticar o governo do atual presidente Jair Bolsonaro, o colocando como o pior da história do país, posicionou o PSDB como um partido de “centro”, voltou a falar sobre as questões da “melhor via” e da privatização da Petrobrás como forma de diminuir o preço dos combustíveis. Falou também da importância de fortalecer a base do seu eleitorado no estado de São Paulo para conseguir sucesso nas eleições presidenciais, caso vença as prévias do partido.

Reposicionamento e críticas
Ao ser questionado pela reportagem do jornal O LIBERAL e da Clube FM sobre a divisão da “direita” brasileira, Dória afirmou que o PSDB atualmente é um partido de “centro”. Na sua visão, os dois extremos prejudicaram o Brasil e ele e o partido buscam um meio termo para a disputa das eleições.
“Quero esclarecer que o PSDB não é um partido de direita, PSDB hoje é um partido de centro, que respeita aqueles que são do centro direita, da direita, como respeita aqueles que são do centro esquerda e da esquerda. Mas é um partido que quer estar distante dos extremistas, porque os extremos estão destruindo o Brasil. 13 anos de governo Lula quase destruíram o país e principalmente a moralidade e o respeito pelo dinheiro público, pela isenção e pela honestidade. Não há nada que possa amparar o roubo ao direito público ainda que você queira amparar os mais pobres. Apoie os mais pobres, mas com honestidade e com decência”, afirmou Doria, criticando o PT, que deve ter o ex-presidente Lula como candidato à presidência em 2022.
O governador também criticou o atual governo do presidente Jair Bolsonaro e citou as “rachadinhas”, da qual o atual governo foi acusado.
“Quero citar que rachadinha é crime, é roubo, assim como negociação de vacinas com propina, e propina é crime. Assim como a incompetência, a inoperância, e os ataques à democracia, fazem parte desta agenda extremista da direita”, citou sobre o atual governo. “O governo Bolsonaro é um desastre. É o pior governo que o país já teve em toda a sua história, em todas as áreas, qualquer análise sob o ponto de vista social, econômico, é um desastre total. O preço disso: 600 mil mortos na pandemia”, completou.

Privatização da Petrobrás
O governador João Doria voltou a falar em privatização da Petrobrás como uma das medidas para tentar evitar os sucessivos aumentos nos preços da gasolina e dos gás de cozinha.
“Falta de políticas públicas, falta de controle, falta de planejamento. Mais equívocos, mais preço, mais inflação. Nossa posição é muito clara com relação a isso, se eleito presidente da República, vamos privatizar a Petrobrás, não para transformar o monopólio, que hoje é público, para um monopólio privado. Mas para dividir a Petrobrás em uma modelagem bem feita, com consultorias internacionais, para que possamos ter competição entre as empresas e não mais um monopólio como vem acontecendo desde a fundação da Petrobrás”, afirmou Doria.

São Paulo na eleição presidencial
Doria disse em entrevista coletiva que o PSDB manterá a tradição de sempre ter tido um candidato à presidência desde a sua fundação, em 1988. Ele citou o crescimento do partido no estado de São Paulo para justificar sua confiança nas prévias e citou a importância de encontros como os realizados no interior do estado para o fortalecimento da candidatura.
“São Paulo hoje tem o maior PSDB do país, o mais forte, com o maior número de prefeitos, vice-prefeitos, vereadoras, vereadores, deputadas, deputados estaduais, a maior bancada federal, dois senadores da República, o governador do estado, o vice-governador, em São Paulo o PSDB representa uma força expressiva. É o berço de todo o PSDB nacional. Foi uma construção de três décadas. E esta força influirá decididamente para a prévias do PSDB e influirá também nas eleições presidenciais”, afirmou Doria.

Agenda
Além do encontro em Araçatuba, Doria e Rodrigo Garcia também estiveram na tarde deste sábado em Presidente Prudente, também em evento do partido buscando apoio para a candidatura do governador nas prévias para a presidência.

DISCURSO – Após falar com a imprensa, Doria discursou para apoiadores durante evento em Araçatuba
Foto – Assessoria

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