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sábado, julho 2, 2022

Em operação nacional, PF prende homem em condomínio de luxo de Araçatuba

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Policiais Federais deflagraram na manhã dessa quarta-feira (22),  a Operação CyberCafé, dedicada a reprimir a ação de um grupo criminoso especializado na prática de fraudes eletrônicas. Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária, sendo um em Florianópolis (SC) e outro em um condomínio de luxo de Araçatuba. Os nomes dos presos e o tipo de envolvimento deles com a quadrilha não foram divulgados. 

Além dos mandados de prisão, foram cumpridos 18  mandados de busca e apreensão nos Estados do Espírito Santo (11), Minas Gerais (04), São Paulo (02) e Santa Catarina (01). Também foram executadas medidas de sequestro de bens no valor aproximado de R$ 6 milhões que incluem a apreensão de veículos e o sequestro de depósitos em contas bancárias, criptoativos e imóveis.  

Em razão da grande quantidade de mandados cumpridos, a operação contou com a participação de outros 77 policiais federais do Espírito Santo, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina. 

O objetivo das ações, além do cumprimento das ordens judiciais, é obter novos elementos de prova para desmantelar o grupo criminoso investigado dedicado ao cometimento de crimes por meio da Internet. 

ENTENDA O CASO

As investigações se iniciaram após uma ação preliminar da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) identificar um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias atuando no Estado do Espírito Santo. Outras unidades especializadas foram envolvidas no trabalho de investigação. Esse trabalho conjunto representa um importante pilar na repressão à essa criminalidade crescente, objeto da operação Cyber Café.

Assim, após encaminhar as informações para a Polícia Federal capixaba, a investigação conseguiu, de fato, identificar a existência de grupo criminoso, composto ao menos por três núcleos (Hackers/atacantes, Intermediadores e Beneficiários), que se utilizava de serviços de invasão de contas bancárias, por meio da internet, para desvio de valores ou para quitação de boletos, em especial, de dívidas tributárias junto às Secretaria Estadual de Fazenda do Espírito Santo (SEFAZ/ES).

Os hackers/atacantes acessavam ilegalmente as contas das vítimas mediante ataque Phishing ou Acesso Remoto (RATs – Remote Access Trojan), desviando os valores para contas de beneficiários ou para pagamento de boletos da SEFAZ/ES. Já os intermediadores eram responsáveis pelo recrutamento dos beneficiários  e deles recebiam os valores frutos das fraudes, repassando parcela dos valores auferidos com o crime aos hackers/atacantes.

 

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